A federação União Progressistas, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, terá as chapas proporcionais mais competitivas na disputa pelas vagas na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e na Câmara Federal em 2026.
O famoso “chapão da morte”, com pré-candidatos à Aleac, recebeu cinco novos deputados estaduais com mandato. Fagner Calegário, Chico Viga, Pablo Bregense e Michele Melo deixaram suas siglas e se filiaram à federação em um evento em Brasília, nesta terça-feira (31), com a presença dos presidentes dos dois partidos, Antônio Rueda e Ciro Nogueira. O ex-presidente do Solidariedade, Afonso Fernandes, filiou-se ao partido no último sábado (29).
Ao todo, a federação conta, até o momento, com uma chapa de 10 deputados com mandato que vão disputar a reeleição. Além dos já citados, o grupo tem como veteranos Wendy Lima (UB), Maria Antônia (PP), Gilberto Lira (UB), Manoel Moraes (PP) e o presidente da Aleac, Nicolau Júnior (PP).
A disputa não será fácil e a pergunta que gera muita dor de cabeça é: “Quem ficará com mandato?”. Ao mesmo tempo em que a federação tem a expectativa de conquistar uma boa fatia de cadeiras na Casa do Povo, por conta da quantidade de votos que deve obter, ainda não se sabe como ficará a situação de outros políticos de peso que não têm mandato, como o presidente da Saneacre, José Bestene, que tem vasta experiência em campanhas, já foi deputado e possui densidade eleitoral.
Na Câmara
A chapa de pré-candidatos à Câmara não está muito diferente. A federação tem quatro políticos com mandato: Socorro Neri (PP), Coronel Ulysses (UB), Zezinha Barbary (PP) e José Adriano (PP).
São quase cinco, na verdade, porque o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim — recém-filiado ao União Brasil — vai disputar a vaga que será deixada por sua esposa, a deputada Meire Serafim, também do União Brasil.
Com a previsão de abocanhar uma boa quantidade das oito vagas disponíveis, a federação conta ainda com outro nome que, apesar de não ter mandato, pode tirar a vaga de quem não se sair tão bem na disputa: o médico e secretário da Representação do Governo do Acre em Brasília, Fábio Rueda, que articulou, inclusive, a filiação dos deputados estaduais com mandadato na federação.
Além de estar construindo uma campanha com muitos recursos, Fábio é irmão do presidente nacional da federação, Antônio Rueda. Nas eleições passadas, o político chegou a receber 12.608 votos.
MDB
O MDB, outro partido da base de Gladson e Mailza e aliado à federação, tem a segunda chapa mais competitiva, com alguns pré-candidatos com mandato e outros nomes que, apesar de não estarem no legislativo, têm forte envergadura política.
Com a aliança, o partido passou a funcionar como uma espécie de “válvula de escape” para figuras da base governista que vão disputar as eleições e precisavam de chapa. A briga também será grande por lá.

