Nesta semana, Gabriela Saporito, a Gabi do âBBB26â, chamou atenção ao temperar uma carne crua, cortar um pedaço e provĂĄ-la. Pouco depois, a sister relatou dores no estĂŽmago. A cena que se repetiu mais de uma vez, chegou a viralizar nas redes sociais e ela atĂ© recebeu um alerta da produção. A nutricionista Adriane Dias, do portal LeoDias, explica se a prĂĄtica oferece riscos Ă saĂșde.
Segundo Adriane, o principal risco estaÌ na contaminaçaÌo por microrganismos que podem estar presentes na carne quando ela naÌo passa por cozimento adequado. O preparo com calor eÌ justamente o que reduz a presença de bacteÌrias e outros agentes infecciosos. Quando a carne eÌ consumida crua, esse risco aumenta e podem surgir sintomas como:
Em alguns casos, os sintomas podem surgir poucas horas apoÌs o consumo. AleÌm disso, a carne crua comum vendida em mercados naÌo eÌ preparada para esse tipo de ingestaÌo, o que eleva ainda mais o risco sanitaÌrio.
Quais tipos de contaminaçaÌo?
Comer carne crua pode expor o organismo a bactérias como Salmonella, Escherichia coli e Campylobacter. Na pråtica, isso pode resultar em intoxicação alimentar, com sintomas como dor abdominal, nåuseas, vÎmitos e diarreia.
Além disso, dependendo da origem e da forma de armazenamento, a carne pode conter parasitas que prejudicam o sistema digestivo. O risco é ainda maior para pessoas com a imunidade mais baixa, como idosos, gestantes, crianças e quem tem doenças crÎnicas, jå que podem desenvolver infecçÔes mais graves.
Existe alguma forma segura de consumir carne crua?
Existe, mas naÌo eÌ a regra. Algumas preparaçoÌes da gastronomia utilizam carne crua com segurança, como steak tartare e quibe cru. PoreÌm, nesses casos:
carne eÌ de procedeÌncia controlada
haÌ rigor na cadeia de refrigeraçaÌo
o corte eÌ especiÌfico para consumo cru
a manipulaçaÌo segue normas sanitaÌrias
o preparo eÌ imediato
Ou seja, naÌo eÌ qualquer carne nem qualquer situaçaÌo. Consumir carne crua sem esses cuidados, como em ambientes domeÌsticos ou com produtos comuns de supermercado, aumenta significativamente o risco.
De forma geral, a recomendaçaÌo eÌ evitar o consumo de carne crua fora de contextos com controle sanitaÌrio adequado. O cozimento continua sendo a forma mais segura de prevenir contaminaçoÌes alimentares. Inclusive lavar a carne antes do preparo tambeÌm eÌ um grande risco de contaminaçaÌo cruzada e naÌo deve ser feito, o cozimento adequado jaÌ eÌ suficiente para reduzir riscos microbioloÌgicos.
Fonte: Portal Leo Dias

