O estado do Acre consolidou, no fechamento do ano florestal de 2024-2025, um dos resultados mais expressivos no combate ao desmatamento na Amazônia Legal. Segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o estado superou em 43% a meta estabelecida pelo Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ).
Enquanto o planejamento projetava um limite aceitável de até 572 km² de área desmatada, o monitoramento real registrou aproximadamente 320 km². O resultado significa que o Acre conseguiu poupar 252 km² de floresta além do que havia sido pactuado, reforçando a eficácia das recentes políticas públicas ambientais.
O Centro Integrado de Inteligência (CIGMA) utiliza geoprocessamento avançado para identificar focos de desmatamento ilegal/ Foto: Uêslei Araújo/Sete
Tecnologia e Inteligência
A virada nos indicadores, que vinham de uma alta entre 2018 e 2021, é atribuída à modernização da máquina estatal. Em dezembro de 2025, o governo criou o Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SIMAMC) e o Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (CIGMA).
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Essas estruturas permitem que o Estado não apenas reaja aos crimes ambientais, mas produza inteligência territorial para antecipar invasões e degradações. Com 85% de sua área ainda coberta por florestas nativas, o Acre se posiciona como um líder estratégico no cumprimento das metas do Acordo de Paris e da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil.

