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Governo do Acre cria Centro de Inteligência para monitorar desmatamento via satélite

Por Fhagner Soares, ContilNet

Governo do Acre cria Centro de Inteligência para monitorar desmatamento via satélite

Dados do Inpe confirmam que o Acre mantém 85% de sua cobertura florestal nativa preservada, um dos maiores índices da Amazônia/ Foto: Reprodução

O estado do Acre consolidou, no fechamento do ano florestal de 2024-2025, um dos resultados mais expressivos no combate ao desmatamento na Amazônia Legal. Segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o estado superou em 43% a meta estabelecida pelo Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ).

Enquanto o planejamento projetava um limite aceitável de até 572 km² de área desmatada, o monitoramento real registrou aproximadamente 320 km². O resultado significa que o Acre conseguiu poupar 252 km² de floresta além do que havia sido pactuado, reforçando a eficácia das recentes políticas públicas ambientais.

O Centro Integrado de Inteligência (CIGMA) utiliza geoprocessamento avançado para identificar focos de desmatamento ilegal/ Foto: Uêslei Araújo/Sete

Tecnologia e Inteligência

A virada nos indicadores, que vinham de uma alta entre 2018 e 2021, é atribuída à modernização da máquina estatal. Em dezembro de 2025, o governo criou o Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SIMAMC) e o Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (CIGMA).

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Essas estruturas permitem que o Estado não apenas reaja aos crimes ambientais, mas produza inteligência territorial para antecipar invasões e degradações. Com 85% de sua área ainda coberta por florestas nativas, o Acre se posiciona como um líder estratégico no cumprimento das metas do Acordo de Paris e da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil.

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