O governo enviou à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (24), uma “força-tarefa” liderada pelo secretário de Governo (Segov), Luiz Calixto, para apresentar propostas aos servidores públicos que estão realizando uma manifestação na Casa do Povo, cobrando do Executivo o cumprimento de uma série de pautas.
Calixto foi à Aleac acompanhado pelo secretário da Casa Civil, Jhonata Danadoni; pelo secretário de Planejamento, coronel Ricardo Brandão; pelo secretário de Administração, Paulo Roberto Correia; e pelo sub-chefe da Casa Civil, Cristóvam Moura.
A proposta do governo para mais de 20 sindicatos que pedem a Revisão Geral Anual (RGA) de 20,39% e a majoração do auxílio alimentação para mil reais é: aumentar o auxílio alimentação de 420 para 700 reais; criar um auxílio saúde para inativos e aposentados, no valor de 500 reais; e instituir um auxílio alimentação de 700 reais para os militares, que atualmente não têm esse benefício.
“Na verdade, essa é a maneira deste governo de tratar as questões com transparência, sem omitir ou fazer cálculos inadequados. Viemos aqui apresentar uma proposta clara e objetiva, que, ao final do mês, o governo terá condições de honrar para manter seu compromisso político de garantir o pagamento em dia. Não faremos aqui qualquer proselitismo. Apresentamos aos sindicatos, os deputados gostaram da proposta e os sindicatos foram informados sobre os valores que o governo pode conceder e estão em discussão”, afirmou Calixto.
“Creio que o valor será aceito. Evidentemente, o servidor público sempre deseja um pouco mais, e o governo gostaria de conceder um pouco mais, mas infelizmente precisamos lidar com as limitações das nossas finanças públicas, considerando os valores disponíveis e o impacto financeiro suportável. Quando tratamos de serviço público, não estamos lidando apenas com o mês atual, mas com compromissos que se estendem por toda a vida. Esses são benefícios que vigorarão até a aposentadoria. Portanto, acredito que a proposta será bem recebida e aceita”, acrescentou.
Calixto afirmou que o impacto orçamentário da proposta é de quase R$ 200 milhões.
“Isso representa um impacto anual de quase 200 milhões. E o melhor, do ponto de vista social, é a regularização da tabela salarial dos servidores considerados irregulares. A tabela deles será descongelada e as promoções e progressões que estavam paralisadas por 10 anos serão concedidas a partir de agora”, concluiu.
A proposta agora será avaliada pelos sindicalistas, que estão reunidos com os deputados na sala das comissões.

