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Ibovespa volta a cair forte com continuidade da guerra no Irã; balanços no radar

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Ibovespa volta a cair forte com continuidade da guerra no Irã; balanços no radar

SÃO PAULO, 5 Mar (Reuters) – O Ibovespa tinha ⁠queda firme na manhã desta quinta-feira, enquanto os investidores ⁠monitoravam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que ‌os agentes aguardam a publicação de balanços que saem após o fechamento, com destaque para a Petrobras (PETR3;PETR4).

Por volta de 11h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía ‌1,83%, a 181.966,32 pontos. O volume financeiro somava R$4,23 bilhões.

As preocupações com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que entrou no sexto dia, persistem, à medida que os bombardeios entre os países envolvidos seguem sem nenhuma previsão de trégua.

Viva do lucro de grandes empresas

O Irã prometeu se vingar do ataque com torpedos dos Estados Unidos a um navio de guerra ⁠iraniano ‌na costa do Sri Lanka, que matou mais de 80 marinheiros a milhares de ⁠quilômetros da zona de combate. O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que o navio foi atingido sem aviso prévio em águas internacionais e que Washington “se arrependeria amargamente” do precedente que estabeleceu.

‘Temos observado cada vez mais receios em relação ao estreito de Ormuz, já que tende a impactar o mundo como um todo’, ​destacou Bruna Centeno, economista, sócia e advisor da Blue3 Investimentos.

Aproximadamente 300 petroleiros permanecem dentro do estreito, já que o tráfego de embarcações que entravam e saíam do ​estreito quase parou após o início da guerra, de acordo com dados de rastreamento de navios da Vortexa e da Kpler, que excluem alguns dos petroleiros menores.

Nesse contexto, os preços do petróleo seguem em alta, com o Brent subindo mais de 2% pela manhã, o que impulsionava algumas das ações do setor no Ibovespa.

Na agenda doméstica, ‌o cenário corporativo tem como destaque os balanços de Petrobras, ​CPFL, Eneva, Fleury e Renner.

No campo macroeconômico, mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego subiu para 5,4% nos três meses até janeiro, ante 5,1% dos três meses ⁠até dezembro. A leitura veio ​em linha com a ​expectativa de economistas em pesquisa da Reuters. No mesmo período do ano anterior, a taxa havia sido de 6,5%.

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DESTAQUES

– ⁠PETROBRAS PN (PETR4) caía 0,79%, enquanto os investidores ​aguardam o resultado do quarto trimestre do ano passado da estatal, que será divulgado após o fechamento do mercado.

– PRIO ON (PRIO3) avançava 2,05% e PETRORECONCAVO (RECV3) subia 1,2%, puxadas pelos ganhos do petróleo.

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– VALE ​ON (VALE3) recuava 1,55%, contrariando o avanço do minério de ferro no exterior.

– ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caía 2%, BRADESCO PN (BBDC4) recuava 1,85%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) perdia 1,73% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) caía 1,71%, em dia negativo para o setor.

– RAÍZEN PN (RAIZ4) subia 1,67%. Na quinta-feira, a companhia disse ⁠que está analisando uma proposta liderada pela Shell de capitalização de R$4 bilhões, ao mesmo tempo em que indicou que a solução para sua crise de endividamento pode ocorrer por meio de uma recuperação extrajudicial.

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– LOCALIZA ON (RENT3) caía 4,41%, liderando as perdas do Ibovespa, após o UBS BB cortar a recomendação do papel para ‘neutra’. O preço-alvo foi elevado de R$50 para ​R$55.

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