O município de Brasileia tornou-se, entre os dias 24 e 27 de março, o centro das discussões sobre a proteção do patrimônio agropecuário da região Norte. O Governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), realiza o 1º Encontro de Defesa Sanitária Animal, voltado exclusivamente para a atualização técnica de médicos-veterinários e gestores das unidades do órgão.
O evento surge em um momento crucial: a consolidação do Acre como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Para manter esse status e abrir novas frentes no comércio exterior, o encontro foca no alinhamento de diretrizes e no fortalecimento das barreiras sanitárias. A abertura contou com a participação de Francisca Brito, diretora da OCA, que humanizou o debate ao falar sobre o propósito do servidor público na transformação social.
União de forças: especialistas de Rondônia e Santa Catarina participam de intercâmbio técnico com o Idaf em Brasileia/ Foto: Igor Figueiredo/Idaf
Intercâmbio Nacional
Um dos diferenciais da programação é a troca de experiências com outros estados referência em defesa sanitária. Walter Cartaxo, coordenador da Idaron (Rondônia), destacou a parceria estratégica com o Acre para o monitoramento conjunto de fronteiras. Da mesma forma, técnicos da Cida/SC (Santa Catarina) trouxeram boas práticas que ajudam a elevar o padrão brasileiro de vigilância contra doenças como brucelose e tuberculose bovina.
O Motor da Economia Externa
A relevância do trabalho do Idaf foi traduzida em números pelo diretor da Seplan, Marky Brito. Segundo ele, a carne bovina reconfigurou a economia acreana nos últimos 15 anos. Atualmente, o produto representa mais de 50% de todas as vendas internacionais do estado. “Esse crescimento exige um sistema de defesa rigoroso. O sucesso das exportações passa obrigatoriamente pela sanidade do rebanho garantida pelo Idaf”, afirmou Brito.
José Francisco Thum, presidente do Idaf, ressaltou a importância do investimento contínuo em capacitação para manter o status sanitário do Acre/ Foto: Igor Figueiredo/Idaf
Ao cumprir os rígidos protocolos do Ministério da Agricultura (Mapa), o Acre não apenas protege seus animais, mas agrega valor à produção local e se apresenta como um fornecedor confiável para os mercados mais exigentes do mundo.
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Para o presidente do Idaf, José Francisco Thum, o compromisso da equipe é o que sustenta esses avanços. “Nossos profissionais atuam diariamente no campo e nas barreiras para assegurar que as normas sejam cumpridas. Seguiremos investindo em tecnologia e inteligência para que a defesa agropecuária do Acre seja cada vez mais eficiente”, concluiu.

