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Inclusão: cadeirantes se emocionam ao entrar no Palácio Rio Branco após reforma

Por Anne Nascimento, ContilNet

Cadeirante se emocionou com reforma do Palácio

Cadeirante se emocionou com reforma do Palácio/Foto: ContilNet

O que antes era frustração na porta agora se transforma em expectativa de reencontro com a própria história. A reabertura do Palácio Rio Branco, nesta sexta-feira (20), chega carregada de significado para pessoas com deficiência física, que por muito tempo não conseguiam acessar o prédio.

Presidente do Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física do Acre (Capedac), Edivanio Silva lembra de quando precisou dar meia-volta com um grupo de cadeirantes ao tentar visitar o local. “A gente chegou até a porta, mas não tinha acessibilidade, nem elevador. Tivemos que voltar dali mesmo”, recorda.

Palácio Rio Branco foi revitalizado/Foto: ContilNet

Agora, com a revitalização entregue pelo governo do Estado, o cenário é outro. Segundo ele, a adaptação do espaço representa mais do que uma obra física – é o reconhecimento de um direito básico. “Hoje eu já quero organizar para trazer todos eles aqui. É uma alegria poder conhecer a história do nosso estado de verdade, por dentro”, afirma.

A reforma do palácio incluiu intervenções voltadas à acessibilidade, permitindo que pessoas com mobilidade reduzida possam circular pelos ambientes internos, algo que antes era impossível. Para Edivanio, iniciativas como essa ajudam a corrigir uma exclusão histórica. “Muitas vezes o cadeirante tem o direito de ir e vir barrado. Isso entristece, porque nos afasta da convivência social e cultural”, destaca.

A entrega da obra contou com a presença do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, que foram mencionados por Edivanio ao comentar a importância da iniciativa. Para ele, garantir acessibilidade em espaços públicos e históricos é um passo essencial para uma sociedade mais inclusiva.

Mais do que uma reinauguração, a nova fase do Palácio Rio Branco simboliza a abertura de portas que, até pouco tempo atrás, permaneciam fechadas para muitos.

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