A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 ganhou contornos dramáticos nesta quinta-feira (19/03).
Em meio ao agravamento das tensões diplomáticas e conflitos entre a República Islâmica e o governo de Donald Trump, o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, reafirmou que o país não abandonará o torneio, mas impôs uma condição drástica: não jogar em território norte-americano.
O plano do “Team Melli” é transferir seus jogos da fase de grupos originalmente marcados para os EUA para o México. A proposta já conta com o aceno positivo da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que se colocou à disposição para acolher os duelos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
“Boicotar os EUA, não a Copa”
Mehdi Taj, que é ex-integrante da Guarda Revolucionária do Irã, foi enfático ao declarar que a segurança dos atletas é a prioridade após declarações de Trump questionando a “apropriação” da presença iraniana no país. “Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não vamos boicotar a Copa do Mundo”, afirmou o dirigente.
A seleção iraniana segue sua preparação em regime de isolamento na Turquia, onde enfrentará Nigéria e Costa Rica em amistosos no final de março.
Com informações do CNN Brasil.
O posicionamento da Fifa
Até o momento, a Fifa mantém uma postura cautelosa. Em nota oficial, a entidade destacou que espera que todas as seleções cumpram o cronograma estabelecido em dezembro de 2025.
No entanto, a pressão do sindicato internacional de jogadores (FIFPRO) por uma avaliação de riscos aos direitos humanos e segurança pode forçar a entidade máxima do futebol a abrir uma exceção histórica na logística do torneio.
Contexto de Tensão
A crise atingiu o esporte após o incentivo dos EUA ao asilo de jogadoras da seleção feminina iraniana na Austrália. O episódio serviu de combustível para que o governo de Teerã classificasse o solo americano como “inseguro” para seus representantes masculinos, transformando a Copa de 2026 em um dos eventos mais politizados da história recente.

