O Exército de Israel iniciou operações militares ao longo da fronteira com o Líbano nesta terça-feira (3), em meio à escalada de tensão na região. A movimentação ocorre após o rompimento do cessar-fogo com o grupo Hezbollah.
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Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, a ofensiva foi autorizada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O objetivo, segundo ele, é assumir “posições dominantes adicionais” para impedir novos ataques contra comunidades israelenses na região de fronteira.
Relatos indicam que tropas israelenses já avançaram sobre áreas estratégicas, enquanto o Exército libanês teria recuado de ao menos sete posições no sul do país. A mobilização inclui reforço militar significativo, o que levanta a possibilidade de uma invasão terrestre em larga escala nos próximos dias.
Conflito reacende após quebra de cessar-fogo
Israel voltou a intensificar ações militares após o Hezbollah lançar mísseis contra o norte do país no último domingo, encerrando uma trégua que vigorava desde outubro de 2024. Desde então, forças israelenses realizaram bombardeios no sul do Líbano e também na capital Beirute.
Além das ofensivas aéreas, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas e deslocou parte deles para a fronteira norte. O governo libanês, por sua vez, confirmou a retirada de tropas de regiões próximas ao conflito.
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Guerra se amplia no Oriente Médio
O confronto entre Israel e Hezbollah se soma a um cenário mais amplo de guerra no Oriente Médio, que agora envolve também Estados Unidos e Irã.
No último sábado, forças americanas e israelenses realizaram ataques contra o território iraniano, incluindo a capital Teerã. Os bombardeios mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de integrantes da cúpula militar e política do país.
De acordo com o Crescente Vermelho do Irã, quase 800 pessoas morreram desde o início dos ataques. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região, intensificando a troca de ataques que já ocorre diariamente.
Retaliação e ameaça de escalada
Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares desde o início do conflito. O presidente Donald Trump afirmou que o país irá retaliar.
“Os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir um golpe devastador contra os terroristas”, declarou no domingo.
Com múltiplas frentes abertas — Israel contra Hezbollah e o envolvimento direto de Irã e EUA —, especialistas apontam risco crescente de uma guerra regional de grandes proporções.
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