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Itaú BBA aponta 26 ações para 2026 em meio a momento de forte volatilidade do mercado

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Itaú BBA aponta 26 ações para 2026 em meio a momento de forte volatilidade do mercado

Mesmo após a volatilidade dos últimos dias, o Brasil tem se destacado entre os mercados emergentes em 2026, beneficiando-se da realocação para outros mercados além dos EUA e com a busca por ativos da economia real.

Levando isso em conta, a equipe de pesquisa setorial do Itaú BBA selecionou 26 ações que, em sua opinião, oferecem argumentos convincentes após o recente vai e vem do mercado.

A equipe de analistas destacou ações em diversas teses seculares (como tendências de alta no setor de energia, temas de GLP-1/medicamentos contra obesidade), que também se beneficiam das tendências macroeconômicas globais e locais. A seleção vai de ações de grande e pequena capitalização.

Viva do lucro de grandes empresas

O estudo da equipe de estratégia aponta que, se combinadas em um portfólio igualmente ponderado, as 26 ações indicadas apresentariam crescimento robusto: alta de 19% nos lucros por ação e expansão de 26% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2026. Além disso, o conjunto negocia a um múltiplo de 14 vezes lucro — avaliados como “patamares saudáveis” frente ao contexto internacional — e oferece um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) de 18,5%, indicador considerado de alta qualidade para mercados emergentes.

Bancos e B3 ganham destaqueEntre os nomes de maior destaque, o relatório coloca Bradesco (BBDC4) como o favorito do setor financeiro, citando recuperação operacional, menores custos de funding e avanço consistente no braço de seguros.

Já a B3 (B3SA3) aparece como beneficiária direta da retomada de fluxos estrangeiros e de um ciclo esperado de queda da taxa Selic, fatores que tendem a estimular volumes de negociação na bolsa.

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Consumo e tecnologia avançamNo varejo digital, o Itaú BBA reforça a força estrutural do Mercado Livre (BDR: MELI34; Nasdaq: MELI), que segue ganhando participação e ampliando monetização. Outras apostas de consumo incluem Panvel (PNVL3), impulsionada pela expansão dos medicamentos GLP‑1, e Smart Fit (SMFT3), que mesmo enfrentando pressões de margem no curto prazo, mantém vantagem competitiva em escala e retorno por unidade aberta.

O BBA também aponta techs como Totvs (TOTS3), apontada como “growth compounder” devido à receita recorrente acima de 90%, e Bemobi (BMOB3), que acelera no segmento de pagamentos após aquisições estratégicas. Entre as internacionais, TSMC figura como alternativa global de semicondutores, apoiada por forte poder de precificação e alta demanda por chips avançados.

Elétrica e petróleo puxam o bloco dos destaquesO setor de elétricas e de petróleo aparece como um dos mais promissores para 2026. A PRIO (PRIO3) lidera a exposição ao petróleo com forte geração de caixa mesmo sob cenários conservadores de preços. A Vibra (VBBR3) surge como nome preferido na distribuição de combustíveis, enquanto a Eneva (ENEV3) é classificada como “top pick do setor”, combinando gatilhos de curto prazo — como leilões de capacidade — e um cenário favorável de maior despacho térmico.

Já a Axia Energia (AXIA3), dona de portfólio hídrico relevante, é vista como grande vencedora do novo patamar de preços projetado no mercado de energia, com potencial de dividendos elevados nos próximos anos.

Construção, saúde e educação completam a listaEntre construtoras, Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3) aparecem com forte potencial, impulsionadas por mudanças no programa Minha Casa Minha Vida e revisões positivas de margens.

No setor de saúde, Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3) chamam atenção por expansão acelerada e tendência de melhora operacional. Já no ensino superior, Yduqs (YDUQ3) se destaca pela geração de caixa e reforço no segmento premium.

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Confira os principais destaques e teses por setor: Agronegócio / AlimentosJBS (BDR: JBSS32): tese defensiva, potencial re-rating após listagem nos EUA.
3tentos (TTEN3): expansão em Mato Grosso e novas regiões, apesar do cenário fraco no agro.

Bancos e Serviços FinanceirosBradesco (BBDC4): top pick; forte recuperação de lucro, melhora de funding e seguros.
B3 (B3SA3): se beneficia de maior fluxo estrangeiro, queda de juros e aumento de volumes.

Varejo e ConsumoMercado Livre (BDR: MELI34): mantém dominância e acelera monetização; fintech robusta.
Panvel (PNVL3): exposição ao boom de medicamentos GLP‑1.
Smart Fit (SMFT3): margens pressionadas no curto prazo, mas retorno estrutural acima da concorrência.

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Saúde e EducaçãoRede D’Or (RDOR3): resiliência e expansão acelerada via SulAmérica.
Mater Dei (MATD3): melhora operacional e desalavancagem gradual.
Yduqs (YDUQ3): forte geração de caixa e crescimento no segmento premium.

Energia & Óleo e GásPRIO (PRIO3): forte geração de caixa e alto FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre)
Vibra (VBBR3): setor vive momento de disciplina competitiva e ganho de margens.
Eneva (ENEV3): considerada top pick do setor — benefícios de despacho térmico alto e leilões de capacidade.
Axia Energia (AXIA3): maior beneficiada pela nova curva de preços de energia e pelo portfólio hídrico descontratado.
Equatorial (EQTL3): empresa de alta qualidade, com histórico sólido de execução e oportunidades de crescimento via distribuição e saneamento.
Orizon (ORVR3): exposta ao avanço do mercado regulado de carbono (SBCE), com geração crescente de créditos e biometano; aquisição da Vital amplia geografia, previsibilidade de caixa e potencial de expansão.

Papel e celulose/mineraçãoSuzano (SUZB3): produtora global de celulose de fibra curta; forte geração de caixa, valuation atrativo e benefício de preços elevados no curto prazo.
Vale (VALE3): produtora de minério de ferro de alta qualidade; favorecida por demanda resiliente, projetos de expansão e baixo custo.

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Indústria, Tecnologia e OutrosEmbraer (EMBJ3): forte ciclo de demanda e expansão de margens.
GPS (GGPS3): crescimento resiliente e retomada de M&As (fusões e aquisições).
Totvs (TOTS3): alta recorrência, liderança em ERP (software de gestão integrado) e impulso de migração para nuvem.
Bemobi (BMOB3): aceleração do segmento de pagamentos; forte geração de caixa.
TSMC: exposição global a semicondutores com ROIC (retorno sobre capital investido) elevado e precificação de preços.

Construtoras e shopping centerAllos (ALOS3): disciplina de alocação de capital, dividendos elevados (guidance mensal 2026) e portfólio forte em shoppings de boa performance.
Tenda (TEND3): bem posicionada no MCMV (Minha Casa Minha Vida); valuation atrativo, forte geração de caixa e ROE elevado projetado para 2026.
Moura Dubeux (MDNE3): expansão acelerada no Nordeste, entrada bem-sucedida no segmento de baixa renda e alto potencial de crescimento.

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