Ícone do site ContilNet Notícias

Justiça garante a Bolsonaro equipe e estrutura paga pela União mesmo após prisão

Por

Justiça garante a Bolsonaro equipe e estrutura paga pela União mesmo após prisão

TRF-6 entende que prerrogativas de ex-presidente permanecem mesmo durante prisão

Marina Verenicz

18/03/2026 10h36

Atualizado 12 minutos atrás

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está em sua casa sob prisão domiciliar, ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, enquanto aguarda julgamento por suposta conspiração para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 14 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado/FOTO DE ARQUIVO

Publicidade

A Justiça Federal decidiu restabelecer o direito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de manter assessores, motoristas e veículos oficiais enquanto cumpre pena por tentantiva de golpe de Estado.

A decisão foi tomada por unanimidade pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), ao analisar um recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro.

O colegiado entendeu que a condição de ex-presidente não é suspensa pela prisão e que o suporte institucional previsto em lei deve ser mantido. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos.

BAIXE AQUI DE GRAÇA

Leia também

Flávio Bolsonaro diz que conversou com Moraes sobre prisão domiciliar do pai

Ele destacou o argumento de que a falta de acompanhamento constante no presídio pode acarretar o óbito do ex-presidente

O caso teve origem em uma ação movida pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Roussef (PT), que buscava retirar os benefícios concedidos a ex-presidentes. Entre as prerrogativas estão apoio de assessores, segurança e estrutura logística para atividades institucionais.

Ao julgar o recurso, os desembargadores consideraram que não há previsão legal para suspender esses direitos em razão da prisão. Para a relatora, juíza federal de 2º grau Mônica Sifuentes, impedir o uso da estrutura comprometeria o exercício das funções atribuídas a esses servidores.

Apoio continua necessário

No voto, a magistrada destacou que Bolsonaro segue sendo uma figura de relevância institucional, o que justificaria a manutenção da estrutura de apoio. Segundo ela, atividades como organização de acervo, gestão de correspondência, cuidados de saúde e articulação de agendas permanecem necessárias — e podem se tornar mais complexas em contexto de reclusão.

Continua depois da publicidade

A decisão da Turma acompanhou o entendimento da União e do Ministério Público Federal (MPF), que também se manifestaram favoráveis à manutenção da estrutura de apoio ao ex-presidente.

No voto, Sifuentes ressaltou que a legislação brasileira garante não apenas a proteção física de ex-mandatários, mas também suporte contínuo em atividades pessoais e administrativas.

A decisão foi tomada no dia 13 de março e reforça a interpretação de que os direitos associados ao cargo de ex-presidente permanecem válidos independentemente da situação jurídica do titular.

Tópicos relacionados

Marina Verenicz

Fonte: InfoMoney

Sair da versão mobile