O cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho surgiu em clima de expectativa ao registrar, nas redes sociais, parte do percurso até a cerimônia do Oscar 2026, em Los Angeles. A imagem divulgada neste domingo (15/3) mostra a esposa, Emilie Lesclaux, prestes a entrar em um carro preto, acenando para a câmera. Emilie é parceira pessoal e profissional do diretor do indicado “O Agente Secreto” na premiação.
No clique, feito sob o sol californiano, um colega veste um traje escuro e óculos de sol, sugerindo a formalidade típica de eventos de gala. O cenário urbano, com árvores e construções ao fundo, ajuda a compor o clima de bastidores e deslocamento para uma noite considerada decisiva para o cinema brasileiro. A publicação foi compartilhada poucas horas antes da cerimônia, aumentando a expectativa dos seguidores.
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A repercussão internacional em torno de seu novo longa, “O Agente Secreto”, tem sido apontada como um dos fatores que o levaram a ganhar ainda mais projeção fora do país. A obra conquistou espaço em festivais e premiações importantes ao longo da temporada, impulsionando a campanha rumo à maior premiação do cinema mundial.
Meses antes, o filme já havia recebido destaque ao vencer o prêmio de “Melhor Filme em Língua Estrangeira” no Critics Choice Awards, reconhecimento que consolidou a produção como uma das favoritas na disputa. A vitória reforçou o interesse da crítica estrangeira e ampliou o debate sobre a presença do cinema brasileiro em premiações globais.
A edição de 2026 do Oscar tem sido marcada por uma forte diversidade de produções internacionais, o que intensificou a concorrência na categoria em que o longa brasileiro disputa. Especialistas apontam que a indicação representa não apenas o reconhecimento do trabalho individual do diretor, mas também o fortalecimento de uma geração de realizadores que vêm conquistando espaço no circuito mundial.
Ao longo de sua carreira, Kleber construiu uma filmografia marcada pela observação social e pelo olhar urbano, características presentes em títulos anteriores que também circularam por festivais de prestígio, como “O Som ao Redor”, de 2012, “Aquarius”, de 2016 e “Bacurau”, de 2019. Seu estilo narrativo, frequentemente associado a retratos contemporâneos do Brasil, tem sido destacado por críticos como um dos elementos que o diferenciam no cenário cinematográfico.

