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Laço que permanece: ciência mostra que células do bebê permanecem no corpo da mãe

Por Redação ContilNet

Ciência mostra que células do bebê permanecem no corpo da mãe

Ciência mostra que células do bebê permanecem no corpo da mãe/Foto: Reprodução

A ideia de que a maternidade deixa marcas profundas não é apenas simbólica. A ciência confirma que a gestação pode provocar alterações biológicas duradouras no organismo feminino por meio de um fenômeno chamado microquimerismo fetal.

Durante a gravidez, células do bebê atravessam a placenta e passam a circular no corpo da mãe. Parte delas é eliminada naturalmente, mas algumas podem permanecer por muitos anos após o parto. Pesquisas já identificaram essas células no sangue, na medula óssea e até em órgãos como fígado, coração e cérebro, mesmo décadas depois da gestação.

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O microquimerismo é resultado dessa troca celular entre mãe e filho. Estudos indicam que essas células podem se integrar aos tecidos maternos e, possivelmente, participar de processos de reparação do organismo, embora os efeitos ainda sejam alvo de investigação científica.

O microquimerismo é resultado dessa troca celular entre mãe e filho/Foto: Reprodução

A descoberta tem ganhado repercussão nas redes sociais, muitas vezes associada à ideia de que a mãe “sente” o filho biologicamente por causa dessas células. Especialistas esclarecem que, embora a permanência celular seja comprovada, não há evidência científica de que isso explique intuições ou percepções emocionais. Essa interpretação pertence ao campo simbólico e afetivo.

O fenômeno também pode ocorrer em casos de perda gestacional, já que a troca celular começa nas primeiras semanas de gravidez. A quantidade e o tempo de permanência dessas células variam de mulher para mulher.

Ainda que nem todos os desdobramentos sejam totalmente compreendidos pela ciência, uma conclusão já se consolida: a gestação promove uma interação celular real e profunda. Para muitas mulheres, a expressão de que “um filho fica para sempre” ganha, além do sentido emocional, uma dimensão biológica comprovada.

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