“Lei Vini Jr”: nova regra da FIFA pode transformar gesto em motivo de expulsão na Copa

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A FIFA abriu discussão para alterar as regras do futebol após o episódio envolvendo Vini Jr e Gianluca Prestianni, no confronto entre Real Madrid e Benfica, pela Champions League. A entidade estuda punir com expulsão atletas que cubram a boca ao se dirigir a adversários durante partidas.

O lance que motivou o debate ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa. Após marcar o gol da vitória do Real Madrid, Vini Jr comunicou ao árbitro François Letexier que teria sido alvo de insultos racistas. Prestianni negou a acusação, mas imagens registraram o momento em que levou a camisa à boca enquanto falava com o brasileiro. A Uefa aplicou suspensão preventiva de uma partida ao jogador argentino, e o caso segue sob investigação.

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Presidente da FIFA fazendo gesto de pazReprodução/FIFA
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“Trionda” é apresentada como bola oficial da Copa do Mundo de 2026Reprodução: X/@adidasfootball
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Vini Jr. voltou a marcar contra o Benfica e comemorou com os torcedores do Real Madrid.Reprodução/@vinijr

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Defesa de expulsão e responsabilização

Em entrevista à emissora britânica Sky News, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a adoção de punição imediata para situações semelhantes e afirmou que o gesto deve ser considerado indício de irregularidade.

“Se um jogador cobrir a boca e falar algo, e isso tiver um impacto racista, ele precisa ser expulso. Obviamente. Nós precisamos assumir que ele disse algo que não deveria, porque do contrário não precisaria cobrir a boca”, afirmou.

Na sequência, o dirigente sustentou que a responsabilização nesses casos é necessária para enfrentar o racismo no futebol: “Eu simplesmente não entendo. Se você não tem nada a esconder, você não tapa a boca quando diz algo. É simples assim. Essas são ações que podemos e devemos tomar para levar a sério a nossa luta contra o racismo.”

Tramitação na IFAB e possível aplicação no Mundial

A proposta será levada à International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por definir as regras do jogo. A Fifa pretende que o tema seja discutido em reunião extraordinária na última semana de abril, em Vancouver, durante o 76º Congresso da entidade.

A IFAB conta com oito votos — quatro das associações britânicas e quatro da Fifa — e exige ao menos seis votos favoráveis para aprovar qualquer alteração nas regras.

Durante a 140ª Assembleia Geral Anual da IFAB, realizada em Hensol, no País de Gales, o assunto foi debatido e uma consulta foi aberta para aprofundar o estudo da medida.

O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, classificou o tema como prioridade e indicou a intenção de avançar antes da Copa. “Estes são tópicos importantes que queremos abordar. Queremos continuar a discussão e potencialmente apresentar medidas ainda antes da Copa do Mundo”, declarou.

Avaliação de impactos

Integrante da IFAB, o diretor executivo da Associação de Futebol da Inglaterra, Mark Bullingham, afirmou que a proposta precisa ser analisada com cautela para evitar consequências indesejadas.

“Você pode ver que, quando um jogador está falando com um adversário, há muito poucas circunstâncias em que ele deveria precisar tapar a boca. Mas precisamos analisar tudo e garantir que, se formos introduzir uma mudança de regra ou uma penalidade para isso, não vamos criar mais problemas”, disse.

A expectativa da Fifa é concluir a votação em abril, permitindo que a eventual nova regra esteja válida para a Copa do Mundo de 2026.

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