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Major da PM e ex-candidato é preso por agredir própria esposa

Por Redação ContilNet

Major da PM e ex-candidato é preso por agredir própria esposa

A vítima precisou se trancar no banheiro para escapar das agressões e utilizou as redes sociais para pedir socorro e justiça/ Foto: Reprodução

Um cenário de horror doméstico chocou a cidade de Santo André (SP) neste fim de semana. O major aposentado da Polícia Militar, Ricardo Azevedo da Silva, foi preso em flagrante neste sábado (28) após uma série de agressões brutais contra sua esposa. O relato da vítima, enviado a páginas de notícias locais em um pedido desesperado de ajuda, detalha momentos de pânico: o oficial teria tentado estrangulá-la e chegou a morder o rosto da mulher na presença da filha do casal, uma adolescente de apenas 13 anos.

“Quase morri estrangulada. Preciso de uma ação rápida para não acontecer o pior comigo e com minha filha”, escreveu a vítima em uma das mensagens. Ela relatou que só conseguiu escapar da fúria do marido ao se trancar no banheiro da residência. Segundo o depoimento, a intervenção da filha foi crucial para evitar que a tragédia fosse ainda maior.

Resistência e Embriaguez

A prisão ocorreu na Vila Scarpelli. De acordo com o registro policial, o major apresentava sinais de embriaguez e não aceitou a abordagem de forma pacífica, resistindo à prisão e desacatando os policiais que atenderam a ocorrência. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Santo André, e Ricardo Azevedo agora responde por violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato. Por ser oficial da corporação, ele foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.

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Histórico Político

Ricardo Azevedo é uma figura conhecida na região, tendo disputado uma vaga na Câmara Municipal de Santo André nas eleições de 2024 pelo Partido Liberal (PL). Na época, obteve 808 votos e baseava sua campanha no discurso de “liderança forte” e segurança. Agora, além do inquérito da Polícia Civil, ele enfrentará uma investigação interna da Corregedoria da Polícia Militar, que pode resultar em sanções administrativas graves.

O episódio reforça a importância das denúncias rápidas em casos de violência contra a mulher. O ContilNet reforça que o número 180 está disponível 24 horas para denúncias de abusos e agressões em todo o país.

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