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Mamonas Assassinas: o que o Cenipa concluiu sobre o acidente que vitimou a banda

Por Redação

Acervo/Fraga Alves/Especial Metrópoles

Nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, o Brasil completa três décadas sem a alegria contagiante dos Mamonas Assassinas. O acidente aéreo na Serra da Cantareira, que interrompeu precocemente a carreira de Dinho, Bento, Júlio, Sérgio e Samuel, ainda é lembrado com detalhes pelo relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

As investigações concluíram que uma combinação de fatores humanos e operacionais levou à queda do Learjet PT-LSD. O cansaço extremo da tripulação, que enfrentava uma jornada de 17 horas de trabalho, foi um dos pilares da tragédia. O piloto chegou a relatar a sensação de “areia nos olhos” pouco antes do voo fatal.

Fadiga e Pressão Financeira

O relatório do Cenipa destacou que a tripulação estava vulnerável ao estresse. A importância financeira do grupo para a empresa de táxi aéreo Madri teria dificultado a imposição de limites. O comandante Germano Martins, que tinha participação nos lucros da aeronave, operava sob um regime de produtividade que ignorava os limites de descanso previstos na Lei do Aeronauta.

Falhas Técnicas e o Momento da Queda

A falta de experiência específica no modelo Learjet por parte do copiloto, de apenas 24 anos, limitou o suporte ao comandante em momentos críticos. No momento do pouso em Guarulhos, uma série de falhas de comunicação e navegação culminou no choque contra o relevo.

Fator Contribuinte Detalhamento do Cenipa
Treinamento Ausência de instrução de Gerenciamento de Recursos de Cabine (CRM).
Experiência Copiloto tinha apenas 57 horas de voo no modelo da aeronave.
Navegação O piloto optou por uma arremetida visual à esquerda, área de relevo acidentado.
Comunicação Lacunas e desentendimentos com a Torre de Controle de Guarulhos.

30 Anos de Legado

Os Mamonas Assassinas foram um fenômeno sem precedentes, vendendo quase 2 milhões de cópias em menos de um ano. Três décadas depois, a “Brasília Amarela” e as letras bem-humoradas continuam vivas no imaginário popular. O Jardim BioParque Memorial, em Guarulhos, serve hoje como um espaço de renovação, onde as cinzas dos integrantes foram transformadas em árvores, garantindo que a alegria do grupo continue florescendo para as futuras gerações.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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