Enzo Santos, carinhosamente conhecido como Enzinho, está provando que não existe idade certa para começar a construir um futuro brilhante.
Natural de Aurora, no Ceará, o menino de apenas 12 anos já virou fenômeno nas redes sociais por um motivo inusitado: ele possui uma rotina rigorosa de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mesmo estando apenas no 7º ano do Ensino Fundamental.
“Achei melhor já começar, porque tenho sonhos muito grandes: quero fazer medicina e ser perito criminal”, afirma o pequeno estudante, que já organiza seus próprios cronogramas semanais com horários para a escola, cursinho preparatório e aulas de inglês.
Diário de estudos e milhões de views
Direto de sua escrivaninha, onde mantém um microscópio que ganhou de aniversário, Enzinho compartilha sua rotina com seus seguidores. Seus vídeos, que já ultrapassaram a marca de 2 milhões de visualizações, mostram o uso de técnicas avançadas de memorização, como os flash cards, e a resolução de simulados de edições anteriores do exame.
Equilíbrio e o medo do Burnout
Apesar da dedicação, Enzinho garante que mantém a saúde mental em dia e não abre mão de ser criança. “Respeito meu cansaço e vou dormir, senão meu cérebro não aprende mais. Com essa questão de burnout, hoje em dia, a gente precisa colocar limites”, pondera o menino, que ama livros de ficção científica e documentários.
A mãe do garoto, a professora Priscilla Brígida, reforça que a iniciativa sempre partiu dele. “A infância dele, para mim, é sagrada. O que vocês veem nasce da curiosidade e do brilho nos olhos dele. Enzo nunca foi forçado a isso”, garante.
Inspiração para adultos
O sucesso é tanto que Enzinho passou a ser “coach” de quem já passou da idade escolar. Nos comentários, adultos e adolescentes procrastinadores buscam palavras de incentivo do menino. “Tento responder com mensagem de voz. Falo sempre que o estudo move montanhas”, diz Enzinho, que encara o desafio com a leveza de quem usa uma camiseta do Tom e Jerry enquanto resolve questões complexas de porcentagem e razão.
Fonte: Metrópoles
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