O jogo em que atuou o goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, no Acre, pode ser um dos motivos que levem o atleta ao regime fechado novamente.
Uma manifestação do Ministério Público do Rio de Janeiro, realizada dias atrás, solicitou o retorno do goleiro Bruno ao regime fechado. De acordo com a petição assinada pela promotora de Justiça Danielle Caputi Paiva, ficou comprovado que Bruno não respeitou, ao longo de três anos, as determinações previstas em seu livramento condicional.
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De acordo com O Globo, Bruno compareceu ao Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro, em 11 de fevereiro, para efetivar seu livramento condicional e os termos do benefício, conforme determinou a Justiça.
No documento, o goleiro se compromete a não se ausentar do Rio de Janeiro sem prévia autorização judicial, entre outras obrigações, segundo O Globo. Contudo, dias depois, o goleiro anunciou que atuaria pelo Vasco-AC em partida pela Copa do Brasil, no dia 19 de fevereiro.
Além disso, a promotora apontou que Bruno não apresentou à Justiça endereço fixo nem ocupação permanente. No início de fevereiro, Bruno esteve em um jogo do Flamengo, mesmo com restrições para saídas no período noturno. O goleiro está em liberdade condicional desde janeiro de 2023 e havia progredido para o regime semiaberto em 2019.

