A manhã desta segunda-feira (30) foi marcada por forte comoção e indignação nas ruas de Tarauacá. Familiares e amigos de Mayko Oliveira França, de 31 anos, realizaram um protesto em frente à Praça da Juventude, ao fórum e à delegacia do município. Com cartazes e pedidos de justiça, o grupo cobra o esclarecimento rigoroso das circunstâncias que levaram à morte do jovem, ocorrida após uma suposta falha em atendimento farmacêutico.
Mayko, descrito pela família como um homem saudável e pai de três crianças, teria buscado auxílio em uma farmácia local no dia 18 de março ao sentir tonturas. Segundo os relatos encaminhados ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), uma atendente do estabelecimento teria realizado a aplicação de um medicamento injetável. Pouco tempo após o procedimento, o quadro clínico do jovem teria sofrido uma deterioração rápida e severa.
Agressividade dos Sintomas e Óbito
A denúncia aponta que, nos dias seguintes à aplicação, Mayko passou a sofrer com dores intensas. Mesmo retornando à farmácia em busca de socorro, não houve melhora. No dia 20 de março, já em estado crítico, ele deu entrada no Hospital Dr. Sansão Gomes. Na unidade hospitalar, profissionais teriam identificado indícios de irregularidades no atendimento inicial, levantando suspeitas sobre a dosagem ou a técnica utilizada na aplicação da medicação.
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Com o quadro agravado por complicações renais, o paciente foi transferido às pressas para Cruzeiro do Sul, mas não resistiu e faleceu no mesmo dia.
Investigação Oficial
O Ministério Público já instaurou um procedimento para apurar a conduta do estabelecimento e dos envolvidos. A investigação deve apontar se houve imperícia ou negligência na administração do fármaco. A família, por sua vez, afirma que não descansará até que as responsabilidades sejam devidamente atribuídas.
“Queremos apenas a verdade e que ninguém mais passe pelo que estamos passando”, afirmou um familiar durante o ato desta manhã. O caso acende um alerta em todo o estado sobre a fiscalização de procedimentos invasivos realizados em estabelecimentos comerciais de saúde.

