Uma tragédia abalou a comunidade Tekoha Paraguassu, no município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul, na madrugada deste domingo (8/3). Uma mulher indígena, identificada como Ereni Benites, de 35 anos, morreu carbonizada após sua residência ser consumida por um incêndio de grandes proporções.
De acordo com o boletim de ocorrência, Ereni estava com amigos em uma casa vizinha antes de retornar para seu imóvel. Pouco tempo depois, as chamas atingiram a estrutura da residência. A vítima não conseguiu deixar o local a tempo, vindo a falecer em meio aos escombros.
Denúncia de Crime e Principal Suspeito
A Assembleia das Mulheres Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul (Kuñangue Aty Guasu) utilizou as redes sociais para manifestar indignação e apontar indícios de que o incêndio não foi acidental.
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Estado da Vítima: A organização informou que o corpo da mulher indígena foi encontrado com 100% de carbonização.
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Principal Suspeito: O grupo aponta o marido de Ereni como o autor do crime. Ele teria sido a última pessoa vista na companhia da vítima antes do início das chamas.
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Nota de Repúdio: A Kuñangue Aty Guasu classificou o episódio como um ato criminoso e exige celeridade nas investigações das autoridades competentes.
Investigação em Curso
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul trabalha para esclarecer se o incêndio foi provocado intencionalmente. Peritos estiveram no local para coletar evidências que possam confirmar a presença de aceleradores de fogo ou sinais de violência prévios ao incêndio.
| Detalhes do Caso | Informações Oficiais |
| Vítima | Ereni Benites, 35 anos |
| Local | Comunidade Tekoha Paraguassu, Paranhos (MS) |
| Data do Fato | 08 de Março de 2026 |
| Principal Suspeito | Marido da vítima (Sob investigação) |
| Encaminhamento | Inquérito Policial instaurado |
O caso segue sob sigilo para não atrapalhar as buscas pelo suspeito e a oitiva de testemunhas da comunidade. A morte de Ereni reforça o debate sobre a segurança de cada mulher indígena em territórios tradicionais e a necessidade de políticas públicas de combate ao feminicídio que alcancem as populações originárias.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet

