Pelo menos 1.152 pessoas foram vítimas de violência doméstica, entre casos tentados e consumados, no Acre apenas nos dois primeiros meses de 2026. Os dados, divulgados pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC), mostram um aumento de 22,87% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 905 casos.
Os números indicam uma escalada da violência logo no início do ano. Em janeiro de 2026, foram contabilizados 592 registros, enquanto fevereiro somou 560 ocorrências. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 441 casos em janeiro e 464 em fevereiro.
A capital Rio Branco concentra a maior parte das ocorrências. Sozinha, a cidade registrou 565 casos, o que representa 49,05% de todos os episódios de violência doméstica no estado.
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Outros municípios também apresentam números expressivos. Cruzeiro do Sul aparece em segundo lugar, com 110 registros (9,55%), seguido por Sena Madureira, com 71 casos (6,16%), Tarauacá, com 51 (4,43%), e Feijó, com 47 ocorrências (4,08%).
Na sequência estão Brasiléia, com 45 registros (3,91%), Xapuri, com 41 (3,56%), e Senador Guiomard, que contabilizou 38 casos (3,30%). Municípios menores também aparecem nas estatísticas, embora com números mais baixos. Assis Brasil e Rodrigues Alves, por exemplo, registraram sete ocorrências cada, enquanto Jordão e Santa Rosa do Purus tiveram seis casos cada no período analisado.

