Ícone do site ContilNet Notícias

Navio hospital da Marinha adia ida a Marechal Thaumaturgo por baixa do Rio Juruá

Por José Halif, ContilNet

O navio hospital Navio Hospital Doutor Montenegro, da Marinha do Brasi/Foto: ContilNet

O navio hospital Navio Hospital Doutor Montenegro, da Marinha do Brasi/Foto: ContilNet

O navio hospital Navio Hospital Doutor Montenegro, da Marinha do Brasil, seguirá com os atendimentos em Cruzeiro do Sul após a baixa no nível do Rio Juruá impedir, neste momento, a navegação até Marechal Thaumaturgo.

De acordo com o Capitão de Corveta Marcelo Camerino, comandante da embarcação, a programação previa a subida do rio já nesta semana, mas as condições de navegabilidade não são compatíveis com a segurança da operação.

“Nós estávamos com a programação para realizar a navegação até Marechal Thaumaturgo a partir de amanhã. Só que, vendo toda a nossa cinemática e como está a navegabilidade, não era compatível para a gente continuar essa navegação”, explicou.

Capitão de Corveta Marcelo Camerino/Foto: ContilNet

Com a mudança, os atendimentos seguem na região. Nesta quarta-feira, a equipe estará na comunidade de Campinas e, na quinta e sexta-feira, em Santa Luzia, nas Unidades Básicas de Saúde locais. Além disso, o navio retoma os exames de mamografia a bordo.

Desde o início da missão, no dia 12 de janeiro, quando a embarcação partiu de Manaus, já foram realizados mais de 1.600 atendimentos médicos, cerca de 300 mamografias e mais de 1.000 atendimentos odontológicos na região do Juruá. A meta final da operação é alcançar entre 15 mil e 20 mil atendimentos.

A nova previsão para a subida até Marechal Thaumaturgo é a partir dos dias 9 ou 10 de março. Após o atendimento no município, a embarcação deverá seguir por localidades como Porto Walter, Triunfo, Paraná dos Mouras e outras comunidades do Alto Juruá, retornando posteriormente a Cruzeiro do Sul, onde os atendimentos devem continuar até meados de abril.

Durante o trajeto, equipes também utilizam lanchas para alcançar comunidades ribeirinhas de difícil acesso, onde, em muitos casos, a ação representa o único atendimento de saúde ao longo do ano.

“É uma missão de saúde, de vida. A gente leva esperança a quem precisa, às comunidades ribeirinhas e indígenas que às vezes não têm esse acesso. É muito importante poder ser esse braço do Estado e levar dignidade e respeito”, destacou o comandante.

A operação conta com apoio do Ministério da Defesa, por meio da Marinha, do Ministério da Saúde, de governos municipais e estaduais, além de parcerias com instituições como a ONG Américas Amigas, responsável pelos exames de mamografia.

Segundo o comandante, a atuação integrada entre as esferas federal, estadual e municipal é fundamental para garantir a estrutura necessária ao atendimento nas localidades atendidas ao longo dos rios Juruá e Solimões.

Veja o vídeo:

Sair da versão mobile