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ONU declara que tráfico de escravizados foi o maior crime da história da humanidade

Por Redação ContilNet

ONU declara que tráfico de escravizados foi o maior crime da história da humanidade

ONU declara que tráfico de africanos escravizados foi o maior crime da história da humanidade — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) marcou a história da diplomacia global nesta quarta-feira (25/3). Em uma votação de peso simbólico e jurídico, o órgão aprovou uma resolução que declara oficialmente o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave já registrado na trajetória da humanidade. O documento, que contou com o apoio decisivo do Brasil, não apenas condena o passado, mas estabelece que as consequências da escravidão permanecem vivas nas desigualdades estruturais contemporâneas, exigindo mecanismos de reparação.

De acordo com informações do portal g1, o texto foi aprovado por uma maioria expressiva de 123 dos 193 Estados-membros. A proposta, apresentada originalmente por Gana, foca no período entre os séculos XV e XIX, quando aproximadamente 12,5 milhões de seres humanos foram capturados e comercializados nas Américas.

Geopolítica e divergências no voto

Apesar do consenso majoritário, a votação na ONU revelou divisões profundas entre as potências ocidentais e as nações do Sul Global sobre como lidar com o passado colonial do tráfico de africanos.

Resumo da Resolução: Tráfico de Africanos (2026)

Confira os pontos centrais do documento aprovado pelas Nações Unidas:

Detalhe da Resolução Status da Decisão
Classificação do Crime Mais grave da história da humanidade
Proponente Gana
Votos Favoráveis 123 países (incluindo o Brasil)
Votos Contrários 03 países (EUA, Israel e Argentina)
Principal Exigência Reparações históricas e enfrentamento das cicatrizes atuais
Impacto Histórico 12,5 milhões de pessoas escravizadas

Especialistas em Direito Internacional ouvidos pelo g1 destacam que esta resolução é o maior avanço da ONU no reconhecimento da escravidão como um crime que exige ações concretas de compensação.

Para o presidente de Gana, a aprovação é uma “garantia contra o esquecimento”.

Embora o documento não tenha força de lei impositiva imediata para sanções, ele eleva o tom da pressão diplomática global para que países que lucraram com o tráfico de africanos desenvolvam políticas de reparação financeira, social e cultural para as populações descendentes, moldando o debate sobre justiça racial para as próximas décadas.

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