Um caso estarrecedor de crimes sexuais virtuais teve um desfecho rigoroso na Justiça nesta quarta-feira (11). Um pedófilo finge ser criança e cria jogo falso para manipular e abusar de uma menina de 9 anos, moradora de Barreiras (BA).
O criminoso, que utilizava uma identidade fake para atrair as vítimas, foi condenado a 29 anos de prisão após uma investigação minuciosa da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Segundo a Polícia Civil, o agressor utilizava o nome de “Clarinha” em perfis da rede social Kwai para se aproximar das crianças. Após conquistar a confiança, ele migrava a conversa para o WhatsApp, onde introduzia um suposto “desafio” dividido em 60 fases, prometendo prêmios em dinheiro e fama nas redes sociais para quem chegasse ao fim.
O “Jogo” das 60 fases e a manipulação
A investigação revelou a crueldade do método: cada etapa do jogo consistia no envio de fotos e vídeos de práticas libidinosas. A vítima de 9 anos chegou a completar 40 dessas “fases”, sendo incitada a expor sua nudez e praticar atos que violavam sua intimidade e segurança física.
Investigação da PCDF aponta que criminoso usava interface de jogos para enganar crianças | Foto: Divulgação/PCDF
Condenação por estupro de vulnerável virtual
A sentença proferida pela Justiça foi emblemática ao destacar que o crime de estupro de vulnerável (Art. 217-A do Código Penal) se configura mesmo sem o contato físico. A decisão ressalta que induzir a criança a praticar atos libidinosos para satisfazer a lascívia do agressor é uma violação gravíssima da dignidade sexual.
Resumo da sentença:
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Pena Total: 28 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado.
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Crimes: Estupro de vulnerável, produção, compartilhamento e posse de pornografia infantil (ECA).
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Alcance: A polícia suspeita de outras vítimas em diversas unidades da Federação e segue com as investigações.
A PCDF alerta os pais e responsáveis sobre a importância de monitorar o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens por menores, especialmente em plataformas de vídeos curtos e jogos, onde perfis falsos podem ser criados com facilidade para atrair crianças com promessas de prêmios e seguidores.
Fonte: Metrópoles
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