A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo observado no trimestre anterior. A petroleira divulgou seus dados financeiros na noite desta quinta-feira (5). Há um ano, o prejuízo da Petrobras ficou em R$ 17,04 bilhões.
Analistas ouvidos pela LSEG estimavam lucro líquido de R$ 19,2 bilhões. No trimestre anterior, o lucro reportado pela petroleira de forma líquida ficou em R$ 32,8 bilhões.
No ano, o lucro da petroleira teve alta de 200% e ficou em R$ 110,12 bilhões, contra os R$ 36,6 bilhões registrados em 2024.
Viva do lucro de grandes empresas
A petroleira registou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de R$ 59,9 bilhões, muito próximo da estimativa de analistas, que projetavam R$ 59,3 bilhões. A linha apresentou alta anual de 46,3%
Sem eventos exclusivos, o Ebitda ajustado ficou em R$ 59 bilhões, com queda de 9,4% na comparação anual. A administração da Petrobras explica, em nota que divulgou os resultados, o resultado reflete a queda do Brent, menores vendas de derivados no mercado interno e também a sazonalidade no mercado do diesel.
A receita líquida superou as projeções e ficou em R$ 127,4 bilhões, contra os R$ 118,1 bi estimados e com alta de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Confira o calendário de resultados do 4º trimestre de 2025 da Bolsa brasileira Temporada de balanços do 4T25 em destaque: veja ações e setores para ficar de olho O fluxo de caixa operacional da companhia encerrou o ano com queda em relação ao observado em 2024, em R$ 200 bilhões. No trimestre, a linha ficou em R$ 54,9 bilhões, com alta de 15,2% contra o ano anterior.
Já o fluxo de caixa livre recuou 10,9% entre o quarto trimestre de 2024 e o período de 2025, em R$ 19,3 bilhões.
Entre os eventos exclusivos que não afetaram o Ebitda ajustado, estão, principalmente, impairment de ativos e de investimento e perdas com variação cambial.
O avanço no resultado no trimestre ocorreu apesar de uma queda do preço do Brent no período, de US$74,69 por barril no quarto trimestre de 2024 para US$63,69 por barril no mesmo período de 2025, enquanto o dólar médio de venda recuou 7,7% para R$5,39 no período.
Ainda assim, a Petrobras afirmou que elevou em 5% a receita de vendas para R$127,37 bilhões, com um aumento da receita no mercado externo de 41,7%, para R$42 bilhões, enquanto o mercado interno caiu 6,8%, para R$85,38 bilhões.
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As despesas operacionais recuaram 33,1% no quarto trimestre para R$28,83 bilhões.
Com isso, o lucro líquido da Petrobras chegou a um total de R$110,1 bilhões em 2025, alta de 200,8% em relação a 2024.
Lucro no trimestre e no ano A petroleira detalhou os fatores que impactaram os resultados financeiros como a queda de 14% no preço do Brent em relação ao ano anterior. A administração chamou de “cenário desafiador” o enfrentado em 2025, mas exaltou a performance operacional, como o aumento da produção total de óleo e gás em 11% no período.
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“O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no documento, ao comentar os resultados de 2025.
No ano, o lucro líquido ficou em R$ 100,9 bilhões e o Ebitda ajustado em R$ 244,3 bilhões, quando excluídos os eventos exclusivos. As duas métricas apresentaram redução, com -0,6% no caso do Ebitda ajustado, e 2% no caso do lucro líquido.
“Destacam-se o início da operação e o aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, a manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba, o ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão, além da maior eficiência operacional em Búzios e nos demais ativos de Águas Ultra Profundas”, diz a administração da Petrobras no comunicado que divulgou os resultados.
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InvestimentosOs investimentos totalizaram US$ 20,3 bilhões no ano de 2025, representando um aumento de 22,2% em relação a 2024. Esse montante corresponde a uma realização 9,7% acima do previsto no PN 2025-29. O número se mantém dentro da faixa de variação do guidance divulgado para o ano.
No quarto trimestre, os investimentos apresentaram alta de 9,7% na comparação com o período anterior pelo avanço da construção do FPSO P-78 e também pelos investimentos exploratórios que são realizados na Margem Equatorial.
(com Reuters)
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