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PF investiga desvio de 24 tipos de vírus em laboratórios da Unicamp

Por Redação ContilNet

PF investiga desvio de 24 tipos de vírus em laboratórios da Unicamp

A professora Soledad Palameta Miller e o marido Michael Edward Miller são os principais alvos da investigação da Polícia Federal/ Foto: Reprodução

O ambiente acadêmico da Unicamp, em Campinas, tornou-se o centro de uma investigação policial sem precedentes. O que começou com o desaparecimento de caixas em um laboratório de alta segurança (NB-3) revelou um esquema de transporte irregular de material biológico envolvendo a professora Soledad Palameta Miller e seu marido, o doutorando Michael Edward Miller. Ao todo, pelo menos 24 cepas de vírus — incluindo dengue, zika, chikungunya, herpes e variantes da gripe tipo A — foram retiradas ilegalmente de seus locais de origem.

A farsa começou a cair em fevereiro, quando pesquisadores notaram a ausência de amostras. Imagens de câmeras de segurança mostraram Michael entrando e saindo do laboratório em horários suspeitos, carregando objetos. A investigação aponta que o casal frequentava o local fora do expediente desde novembro de 2025. O caso, que envolve segurança nacional e biológica, foi levado à Polícia Federal e à Anvisa.

Operação e Fraude Processual

No último dia 21 de março, a Polícia Federal realizou buscas na universidade e na residência dos suspeitos. Embora nada tenha sido encontrado na casa do casal, parte do material infectante foi localizada escondida em um biofreezer na Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde Soledad trabalha. A gravidade aumentou após a operação: a professora teria tentado descartar outras amostras escondidas e alterar rótulos para dificultar o trabalho da perícia, o que resultou em sua prisão temporária por fraude processual e crime contra a saúde pública.

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Há risco de contaminação?

Apesar do susto e da natureza dos vírus desviados, a diretoria do Instituto de Biologia da Unicamp garantiu que, no momento, não há risco de contaminação generalizada para a comunidade acadêmica ou para a cidade, desde que os recipientes permaneçam vedados e congelados. O transporte, no entanto, foi classificado como extremamente irresponsável e ilegal.

Soledad Miller foi liberada provisoriamente e responderá o processo em liberdade. A Unicamp classificou o episódio como um “caso isolado”, mas a Polícia Federal segue investigando qual seria a motivação do casal para manter um “banco de vírus” clandestino dentro da própria universidade.

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