A Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou quem é a possível “mente por trás” do crime que chocou o Brasil, o caso de um estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital. De acordo com a corporação, um adolescente é apontado como o articulador do crime.
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Segundo o delegado Angelo Lages, da 12ª DP, o menor teria proximidade com a vítima e seria o responsável por articular o encontro. A polícia representou à Justiça pela busca e apreensão do adolescente, por entender que ele poderia ter organizado os episódios investigados, incluindo um segundo caso denunciado posteriormente.
Por se tratar de menor de idade, o caso é tratado como ato infracional análogo ao crime. O processo está sob análise da Vara da Infância e da Juventude. Apesar do pedido da Polícia Civil, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou contra a internação do adolescente.

Quebra de sigilo
As investigações seguem em andamento. A polícia informou que irá solicitar à Justiça a quebra de sigilo telefônico e telemático dos acusados, já que os aparelhos não foram disponibilizados para acesso no momento em que se apresentaram às autoridades.
Também está sendo avaliada a ampliação dos pedidos de quebra de sigilo para outros inquéritos que apuram denúncias envolvendo o mesmo grupo e ao menos duas outras vítimas.
Dinâmica do crime
O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro, mas só veio a público após a conclusão do inquérito da 12ª DP, quando quatro jovens foram indiciados.
Conforme o relatório policial, a vítima, uma adolescente de 17 anos, foi convidada por um colega de escola, com quem já havia mantido um relacionamento entre 2023 e 2024, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, sem conseguir companhia, ela foi sozinha.
Ainda segundo o depoimento, no elevador o jovem informou que outros amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, proposta que foi recusada. Já no apartamento, a adolescente foi levada para um quarto. Durante o encontro, outros quatro rapazes entraram no cômodo.
A vítima relatou que, após insistência, permitiu que os demais permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, de acordo com o depoimento, os jovens passaram a beijá-la e apalpá-la sem consentimento, além de forçá-la à prática de atos sexuais. Ela também afirmou ter sofrido agressões físicas.
Em determinado momento, tentou sair do quarto, mas disse que foi impedida. Ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão relatando que acreditava ter sido estuprada. Posteriormente, contou o ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar a denúncia. O caso segue sob investigação.
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