A PolĂcia Civil do Estado do Acre elucidou o homicĂdio de Gilson Aparecido Ferreira, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (30), no centro de BrasilĂ©ia. A ação resultou na apreensĂŁo de dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e na prisĂŁo em flagrante de um homem adulto apontado como um dos envolvidos no crime.
De acordo com as investigaçÔes, Gilson foi abordado na Rua BelĂ©m, logo apĂłs sair de um estabelecimento comercial nas proximidades. Os suspeitos teriam acusado a vĂtima de cometer pequenos furtos na regiĂŁo e, a partir disso, passaram a agir com violĂȘncia.

Arma utilizada no crime/Foto: Reprodução
Ainda segundo a polĂcia, os envolvidos acompanharam Gilson atĂ© uma residĂȘncia, onde iniciaram uma sĂ©rie de agressĂ”es com socos e o uso de uma barra de ferro. Durante o ataque, a vĂtima chegou a pedir socorro. Em seguida, foi arrastada por cerca de 30 metros e atingida por um disparo de arma de fogo.
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Durante as diligĂȘncias, os investigadores localizaram os dois adolescentes, que confessaram participação no crime na presença de seus responsĂĄveis legais. Eles afirmaram que a motivação teria sido uma suposta retaliação pelos furtos atribuĂdos Ă vĂtima.
Na sequĂȘncia, a equipe policial identificou e prendeu o terceiro envolvido, Caico da Silva Melendre Jaminawa, que estava em posse da arma utilizada no crime â uma arma de pressĂŁo adaptada para calibre .22 â alĂ©m de muniçÔes e aparelhos celulares, que serĂŁo analisados.
A PolĂcia Civil tambĂ©m apreendeu materiais considerados importantes para a investigação, como a arma do crime, muniçÔes intactas, roupas queimadas em uma ĂĄrea prĂłxima a um rio â possivelmente usadas na tentativa de ocultar provas â e um bonĂ© da vĂtima com vestĂgios de sangue, encontrado no local inicial das agressĂ”es.
Os adolescentes foram apreendidos por ato infracional anĂĄlogo ao crime de homicĂdio e permanecem Ă disposição do Juizado da InfĂąncia e Juventude. JĂĄ o adulto foi autuado em flagrante e encaminhado ao sistema prisional, onde ficarĂĄ Ă disposição da Justiça.
As investigaçÔes seguem em andamento, e a PolĂcia Civil reforçou que a identidade de testemunhas e colaboradores Ă© mantida sob sigilo para garantir a segurança e o avanço das apuraçÔes, inclusive quanto Ă possĂvel ligação dos envolvidos com grupos criminosos na regiĂŁo.

