A Polícia Civil do Acre prendeu, nesta terça-feira (10), o suspeito de executar o jovem Alisson Venício Ribeiro Aquino, de 22 anos, assassinado a tiros dentro de um bar no bairro Eldorado, no município de Brasiléia, no mês de novembro de 2025.
O suspeito foi identificado como Alexsandro Andrade de Souza, de 24 anos, apontado pelas investigações como o autor dos disparos que mataram a vítima dentro do estabelecimento.
De acordo com a polícia, no dia do crime dois homens encapuzados se aproximaram do local em uma bicicleta e efetuaram pelo menos três disparos contra o jovem, que não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Durante a abordagem realizada nesta terça-feira, Alexsandro foi encontrado armado com uma pistola calibre 9 milímetros, municiada e pronta para uso. Além do mandado de prisão pelo homicídio, ele também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia Geral de Brasiléia e deverá ser encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o homicídio teria sido articulado por integrantes de uma facção criminosa. No entanto, segundo os investigadores, a vítima não possuía qualquer ligação com o crime organizado.
Ainda conforme a polícia, criminosos teriam espalhado uma acusação falsa contra o jovem para incentivar a execução. A facção teria divulgado internamente que a vítima seria um “Dieki”, termo utilizado no meio criminoso para se referir a estupradores, como forma de justificar o chamado “justiçamento”.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que a execução foi filmada por um menor de idade. O adolescente já foi identificado e ouvido pelas autoridades.
As imagens registradas por ele foram incorporadas ao inquérito e servem como prova técnica na investigação, que segue sob segredo de Justiça para preservar o andamento do processo.
Com a prisão de Alexsandro, a Polícia Civil afirma já ter identificado e retirado de circulação os principais envolvidos no crime. Entre eles está uma mulher conhecida pelo apelido de “Humildade”, apontada como responsável por repassar informações sobre a localização da vítima.
A polícia segue com as investigações para identificar o mandante do crime, que teria encomendado a execução utilizando informações falsas para motivar os envolvidos.
Veja o vídeo:

