As forças de segurança pública, coordenadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (Ficco/AP), executam hoje uma das maiores operações do ano contra o crime organizado.
Ao todo, estão sendo cumpridos 118 mandados judiciais 64 de busca e apreensão e 54 de prisão preventiva nos estados do Amapá, Pará, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.
O alvo principal é a facção FTA, suspeita de dominar rotas de tráfico interestadual e operar um complexo sistema financeiro ilícito.
O Esquema dos “Laranjas” e o Fracionamento
A investigação da PF detalha como a facção conseguia movimentar milhões sem despertar alertas imediatos dos órgãos de controle (como o COAF). O grupo utilizava a técnica de smurfing (ou fracionamento):
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Pulverização: O dinheiro do tráfico era depositado em diversas contas de “laranjas” (terceiros que cedem o nome conscientemente ou não).
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Fracionamento: Os valores eram divididos em quantias menores para não atingir o limite de notificação automática dos sistemas bancários.
Com informações do Metrópoles.
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Integração: Após circular pelas contas, o dinheiro era “limpo” através da compra de bens de luxo, como carros e imóveis de alto valor.
Atuação Integrada
A Operação Abadon marca um esforço conjunto entre a Polícia Federal, Polícia Civil, Militar e Penal, além da colaboração específica da Polícia Civil do Pará. O nome da operação faz referência ao “anjo destruidor”, simbolizando o objetivo de desmantelar a estrutura hierárquica e financeira da organização.
Até o momento, diversos bens foram apreendidos e os detidos estão sendo encaminhados para as sedes da PF nos respectivos estados para prestar depoimento. As autoridades buscam agora identificar o topo da pirâmide financeira que sustenta a logística do tráfico no Norte e Nordeste.

