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Preço do diesel dispara 25% e já chega a R$ 7,22 no Brasil

Por Redação ContilNet

— Foto: Alain Jocard/AFP

O bolso do transportador brasileiro está sentindo o peso direto da crise internacional. O preço do diesel no Brasil registrou uma disparada de 25% em menos de vinte dias, atingindo a média nacional de R$ 7,22 nesta quarta-feira (19/3). No final de fevereiro, antes do agravamento do conflito no Oriente Médio, o valor médio praticado era de R$ 5,74. Os dados revelam um cenário de pressão extrema sobre a logística nacional, superando o ritmo de atualização das agências oficiais.

Variação de preço do diesel por estado segundo dados da ANP — Foto: Arte / g1

Aumento do preço do diesel em R$ e em percentual, dados da TruckPag — Foto: Arte / g1

De acordo com o portal g1, o levantamento foi realizado pela empresa de gestão de frotas TruckPag, com base em mais de 143 mil transações reais de compra em 4.664 postos de combustíveis espalhados por rodovias de todo o país.

Atraso da ANP e o Choque Real

A velocidade da alta tem sido tão acentuada — cerca de 1% ao dia — que os dados semanais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apresentam uma “janela de atraso” em relação ao que o caminhoneiro paga no balcão.

Estados com as Maiores Altas no Preço do Diesel

Confira o ranking regional dos estados que sofreram os maiores reajustes desde 28 de fevereiro:

Região Estado Destaque Aumento (%)
Norte Tocantins 37,1%
Sul Santa Catarina 29,9%
Centro-Oeste Goiás 29,2%
Nordeste Piauí 28,0%
Sudeste São Paulo 27,0%

Reflexos na Inflação e no Prato do Brasileiro

Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que a alta do preço do diesel funciona como um gatilho inflacionário. Como o transporte rodoviário é o principal modal do país, o aumento do frete deve ser repassado para o valor final dos alimentos, como cebola, alface e feijão, em um prazo estimado de 30 dias.

O fechamento estratégico do Estreito de Ormuz e ataques a refinarias seguem como os principais fatores de risco. Enquanto o impasse internacional persistir, a tendência é de manutenção do patamar elevado, desafiando a economia brasileira a encontrar alternativas para mitigar o impacto no custo de vida da população.

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