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Prefeitos do PL deixam partido após filiação de Sérgio Moro

Por Redação ContilNet

Sergio Moro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O cenário político paranaense sofreu um abalo sísmico nesta quinta-feira (26/3). Uma crise interna sem precedentes no Partido Liberal (PL) culminou na saída em massa de prefeitos que compunham a base da legenda no estado.

O estopim para a ruptura foi a recente filiação de Sérgio Moro ao partido e sua imediata indicação como pré-candidato ao Governo do Paraná, movimento que não foi bem recebido pelas lideranças municipais que já pavimentavam outros caminhos para as eleições de 2026.

De acordo com informações do portal Brasil 247, o descontentamento é generalizado. Dos 52 prefeitos eleitos ou filiados ao PL no Paraná, ao menos 40 — o equivalente a cerca de 80% do total — decidiram formalizar o desligamento da sigla em uma coletiva de imprensa realizada em Curitiba.

Motivos da ruptura e críticas ao ex-juiz

O grupo de gestores alega que a entrada de Sérgio Moro alterou drasticamente a dinâmica democrática interna, impondo um estilo de liderança que colide com a articulação política necessária no dia a dia das cidades.

Raio-X da debandada no Paraná: PL (2026)

Confira os números da maior crise partidária recente no estado:

Indicador Político Dados da Ruptura
Total de Prefeitos do PL no PR 52 gestores
Número de Desfiliações 40 prefeitos (confirmados)
Percentual de Saída ~80% da base municipal
Motivo Principal Filiação e pré-candidatura de Sérgio Moro
Destino do Apoio Outro candidato ao Governo do Estado
Local do Anúncio Curitiba / PR

A saída em bloco representa um golpe duríssimo nas pretensões majoritárias de Sérgio Moro. Conforme publicado pelo Brasil 247, sem o apoio dos prefeitos, a capilaridade da campanha fica severamente reduzida, uma vez que são os gestores municipais os principais cabos eleitorais no interior.

O movimento agora se organiza para declarar apoio a um candidato adversário, isolando a cúpula estadual do PL que bancou a vinda do ex-ministro. Para Moro, o desafio imediato será reconstruir pontes com o “baixo clero” da política paranaense, sob o risco de enfrentar uma eleição sem o suporte das máquinas públicas municipais que antes sustentavam o partido.

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