O que deveria ser um refúgio para famílias e lazer ao ar livre transformou-se em um cenário de denúncias graves em Curitiba. O Bosque do Trabalhador, localizado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), está no centro de um escândalo após a divulgação de um dossiê que revela a transformação do parque em um “motel ecológico” para encontros sexuais rápidos e prática de atos obscenos.
A investigação, liderada pelo vereador João Bettega (União Brasil), utilizou óculos inteligentes da Meta para documentar o que acontece no interior da mata sem levantar suspeitas.
O resultado é mais de uma hora de filmagens que mostram uma dinâmica de assédio e prostituição à luz do dia. Em um dos trechos mais explícitos, um frequentador aborda o cinegrafista com propostas diretas e de baixo calão.
Insegurança e abandono
Segundo o parlamentar, a prática não é isolada e afasta moradores que gostariam de utilizar o espaço público. “É um parque imenso onde é tolerado esse tipo de prática sexual de homens que vão até o local para fazer sexo no meio do mato”, afirmou Bettega. Além da questão moral e legal, há denúncias de que o bosque serve como ponto de venda de drogas.
Dinheiro público e crimes graves
A polêmica ganha contornos de revolta visto que o bosque recebeu R$ 170 mil para revitalização em 2023. Apesar da troca de areia e roçada, a falta de policiamento transformou a área em um local perigoso. O histórico inclui o encontro de cadáveres e pessoas torturadas dentro da mata nos últimos anos.
Consequências legais
Vale lembrar que a prática de sexo em local público configura o crime de ato obsceno (Art. 233 do Código Penal), com pena de detenção ou multa. A Prefeitura de Curitiba e as forças de segurança foram acionadas para comentar o caso, mas ainda não houve retorno sobre novas medidas de fiscalização.
Fonte: Metrópoles
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