O ator Stênio Garcia é o centro de uma controvérsia jurídica que expõe o lado delicado de sua vida pessoal.
O artista iniciou um processo judicial contra suas próprias filhas, Cássia Piovesan e Gaya Piovesan, por conta de um imóvel de alto padrão localizado no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A ação, que tramita desde outubro de 2025, traz à tona alegações de vulnerabilidade financeira e exclusão familiar.
De acordo com informações publicadas pelo portal Metrópoles, Stênio afirma ter o direito de usufruto vitalício da propriedade e acusa as filhas de ocuparem o bem de forma injusta. O ator busca retomar o controle do apartamento, avaliado em uma causa que atinge o montante de R$ 2,5 milhões.
Alegações de abandono e dificuldades financeiras
Em um desabafo contido nos autos do processo, o ex-galã da Rede Globo revelou que sua situação financeira mudou drasticamente após o fim de seu vínculo com a emissora.
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Dependência da Aposentadoria: Stênio afirma que hoje vive exclusivamente de seus rendimentos como aposentado, o que o coloca em uma posição de fragilidade diante de despesas elevadas.
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Saúde e Afeto: O ator relata que as filhas não o auxiliam com custos médicos e que se sente “desamparado afetivamente”, sendo excluído do convívio e do controle de seus bens legais.
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Perdas e Danos: Além da retomada do imóvel, ele solicita uma indenização pelo tempo em que as filhas exerceram a posse sozinhas, impedindo-o de gerar renda com um possível aluguel.
Detalhes da Ação Judicial: Stênio Garcia vs. Filhas
Confira o resumo dos principais pontos do embate jurídico:
| Item da Causa | Detalhes do Processo |
| Valor da Causa | R$ 2.500.000,00 |
| Local do Imóvel | Ipanema, Rio de Janeiro |
| Réus | Cássia Piovesan e Gaya Piovesan |
| Pedido Principal | Imissão na posse (retomada do controle do imóvel) |
| Status Atual | Em andamento; pedido de liminar foi negado |
| Prioridade Legal | Tramitação prioritária devido à idade do autor (94 anos) |
A defesa das filhas de Stênio Garcia ainda não foi anexada ao processo, e o espaço para manifestação permanece aberto.
Por se tratar de um idoso de 94 anos, a legislação brasileira prevê celeridade absoluta no julgamento, visando garantir os direitos fundamentais do autor.
Enquanto a decisão final não sai, o caso segue repercutindo e levantando debates sobre o planejamento sucessório e a proteção de veteranos da arte que enfrentam adversidades na terceira idade.

