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STF tem unanimidade para condenar deputados do PL por desvio de emendas

Por Redação ContilNet

Deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Mário Agra/Câmara dos Deputados

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria unânime nesta terça-feira (17/3) para condenar os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).

Os parlamentares são acusados de liderar um esquema de desvio de emendas destinadas à saúde pública no município de São José de Ribamar, no Maranhão.

A decisão marca um endurecimento da Corte no combate à má aplicação de verbas parlamentares.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o relator do caso, ministro Cristiano Zanin, entendeu que ficou comprovada a prática de corrupção passiva.

O magistrado concluiu que os réus solicitaram vantagem indevida — cerca de R$ 1,6 milhão em propina — ao então prefeito da cidade maranhense, José Eudes, em troca da destinação dos recursos federais.

Votos e Absolvições

O posicionamento de Zanin foi seguido integralmente pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, consolidando a decisão da Primeira Turma do STF.

Resumo do Julgamento no STF: Caso Emendas do PL

Confira os principais pontos da decisão proferida nesta terça-feira:

Parlamentares Condenados Partido Crime Reconhecido
Josimar Maranhãozinho PL-MA Corrupção Passiva
Pastor Gil PL-MA Corrupção Passiva
Bosco Costa PL-SE Corrupção Passiva
Valor da Propina R$ 1,6 milhão Destinação de verbas da Saúde
Relator Min. Cristiano Zanin Voto acompanhado por unanimidade

A condenação pelo STF traz consequências imediatas para o cenário político, uma vez que o entendimento sobre a perda de mandato de parlamentares condenados criminalmente pela Corte pode ser provocado nos próximos dias.

Os réus João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha também foram atingidos pela decisão.

A defesa dos parlamentares ainda pode apresentar embargos de declaração, mas a unanimidade da Primeira Turma sinaliza um desfecho sólido para um dos casos de corrupção com emendas mais emblemáticos dos últimos anos.

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