Tenente-coronel diz que tomou banho para baixar pressão após o Caso Gisele

Tenente-coronel Geraldo Neto justifica banho por "pressão alta" em depoimento à Polícia Civil

Novos detalhes do interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, revelam a linha de defesa do oficial sobre um dos pontos mais polêmicos da investigação: a alteração da cena do crime.
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Novos detalhes do interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, revelam a linha de defesa do oficial sobre um dos pontos mais polêmicos da investigação: a alteração da cena do crime.

Preso preventivamente desde o dia 18 de março, Geraldo justificou à Polícia Civil que tomou banho logo após a morte da esposa, a soldada Gisele Santana, pois estava passando mal e precisava baixar sua pressão arterial.

Resistência ao Procedimento Padrão

O registro das câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência no Brás, região central de São Paulo, mostra que o coronel foi orientado expressamente a não tomar banho para preservar possíveis vestígios. No entanto, ele usou sua patente e tempo de serviço para ignorar a ordem:

“Irmão, eu tenho 34 anos de serviço. Eu sei o que eu tô falando. Eu vou tomar banho”, afirmou o oficial aos agentes na ocasião.

Em depoimento posterior, ele manteve a versão de que a água quente causaria “vasodilatação” e que precisava trocar de roupa para o longo dia de procedimentos policiais que teria pela frente.

De Suicídio a Feminicídio

O caso, ocorrido em 18 de fevereiro, teve uma reviravolta após laudos periciais e evidências eletrônicas derrubarem a hipótese inicial de suicídio. Os pontos centrais que incriminam o oficial são:

Com informações do CNN Brasil.

  • Exame Necroscópico: O disparo foi feito com a arma encostada na cabeça, em trajetória incompatível com um tiro autoinfligido.

  • Sinais de Luta: Foram encontradas marcas de dedos e arranhões no pescoço e rosto de Gisele, indicando imobilização forçada.

  • Fraude Processual: O banho e a manipulação da cena do crime são vistos pelo Ministério Público (MPSP) como tentativas deliberadas de destruir provas.

O oficial agora é réu por feminicídio qualificado e fraude processual. A defesa alega que a relação não era abusiva, mas a investigação aponta um histórico de “ciúme patológico” por parte do coronel.

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