O Brasil entrou no centro de novos questionamentos dos EUA depois da polĂtica agressiva adotada por Donald Trump contra seus principais âconcorrentesâ no cenĂĄrio global. Um relatĂłrio recĂ©m-divulgado por uma comissĂŁo do Congresso dos Estados Unidos lançou a suspeita de que a China estaria operando uma rede de instalaçÔes espaciais na AmĂ©rica Latina com forte potencial para uso militar e espionagem.
Por outro lado, o que mais chamou a atenção de Washington Ă© que duas dessas bases estratĂ©gicas estĂŁo localizadas em territĂłrio brasileiro, especificamente nos estados da Bahia e da ParaĂba. Formado por deputados democratas e republicanos, o comitĂȘ americano tem a missĂŁo de traçar estratĂ©gias para conter o avanço do Partido Comunista ChinĂȘs.
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O tom do documento nĂŁo deixa dĂșvidas sobre a visĂŁo da atual administração de Donald Trump sobre a AmĂ©rica Latina. Intitulado de forma provocativa como âChina em nosso quintal dos fundosâ, o texto acusa Pequim de usar supostos projetos de cooperação cientĂfica como fachada para construir uma rede de defesa espacial.
A primeira instalação brasileira na mira dos EUA é a Estação Terrestre de Tucano.
O projeto na Bahia nasceu de um acordo firmado em 2020, ainda durante o governo Jair Bolsonaro, entre a startup brasileira Alya NanossatĂ©lites e a gigante chinesa Beijing Tianlian Space Technology. O relatĂłrio americano expressa profunda preocupação com a falta de transparĂȘncia sobre a localização exata da base e com o acordo de transferĂȘncia de tecnologia.
Para os deputados dos EUA, essa parceria, que conta com a participação da Força AĂ©rea Brasileira (FAB), poderia dar Ă China uma capacidade de vigilĂąncia em tempo real e uma presença permanente para influenciar as forças armadas do Brasil. O segundo ponto de alerta Ă© um laboratĂłrio de radioastronomia na Serra do Urubu, no sertĂŁo da ParaĂba.
O projeto envolve uma equipe multinacional com pesquisadores da França e do Reino Unido, mas os norte-americanos temem que a alta sensibilidade dos sensores usados para captar ondas do espaço possa ser facilmente redirecionada para a âguerra eletrĂŽnicaâ.
A comissĂŁo recomendou que o governo Donald Trump atue de forma incisiva para eliminar o que chamam de âinfraestrutura espacial ameaçadoraâ no hemisfĂ©rio. Eles pedem que os EUA pressionem paĂses como o Brasil a adotarem total transparĂȘncia e permitirem inspeçÔes legais nesses locais.




