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“Trump recuou”: Irã descarta acordos com os EUA sobre instalações nucleares

Por Redação ContilNet

A tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo de "guerra psicológica" nesta segunda-feira (23/03). O regime iraniano, por meio da agência de notícias Tasnim (ligada à Guarda Revolucionária), negou categoricamente qualquer negociação de trégua com o governo de Donald Trump.

Mohammed Hamoud/Getty Images

A tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo de “guerra psicológica” nesta segunda-feira (23/03). O regime iraniano, por meio da agência de notícias Tasnim (ligada à Guarda Revolucionária), negou categoricamente qualquer negociação de trégua com o governo de Donald Trump.

A declaração rebate a fala do presidente americano, que anunciou o adiamento de ataques a usinas elétricas iranianas por cinco dias após “conversas produtivas”.

Segundo um alto funcionário de segurança de Teerã, não há diálogo em curso. O regime afirma que a pausa anunciada por Washington não passa de um recuo estratégico diante das ameaças militares iranianas e da instabilidade nos mercados financeiros globais.

O Nó de Ormuz e a Crise Energética

O conflito, que completa quase um mês desde o ataque coordenado de EUA e Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei em 28 de fevereiro, paralisou uma das rotas comerciais mais importantes do planeta.

Com informações do Metrópoles.

O fechamento do Estreito de Ormuz disparou o preço das commodities e afeta o mercado financeiro mundial em março de 2026 | Foto: Reprodução / Agência Tasnim

Mercados em Alerta

A negativa do Irã sobre um possível acordo jogou um balde de água fria nos investidores que esperavam uma desescalada.

Para o regime iraniano, a decisão de Trump de pausar os ataques deve-se puramente ao aumento das pressões nos mercados financeiros e ao risco de um colapso energético que afetaria também os aliados ocidentais.

Enquanto as ameaças de bombardeios a usinas permanecem no horizonte, a economia global segue monitorando cada movimento no Golfo Pérsico, onde o preço do barril de petróleo atinge patamares recordes desde o início das hostilidades.

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