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Vereador chama pastor de ‘canalha’ após ser acusado de roubo em emendas: “Filho do satanás”

Por Matheus Mello, ContilNet

Durante o pronunciamento, Neném Almeida subiu o tom

Durante o pronunciamento, Neném Almeida subiu o tom | Foto: Ascom

O vereador Neném Almeida (MDB) chamou um pastor de “canalha” e “filho do satanás” durante a sessão desta terça-feira (3) na Câmara Municipal de Rio Branco. A declaração foi feita ao comentar críticas relacionadas à destinação de uma emenda parlamentar para a região conhecida como Cadeia Velha, na capital acreana.

Sem citar o nome do religioso, o parlamentar afirmou que o pastor estaria tentando fazer campanha política no bairro e questionando a origem dos recursos da emenda, no valor de R$ 120 mil.

Durante o pronunciamento, Neném Almeida subiu o tom e disparou:

“E lá na Cadeia Velha, sempre tem alguém querendo entrar politicamente. Mas eu vou dar um recado para esses políticos de plantão. Não adianta, não adianta entrar na Cadeia Velha, porque lá não vai ter oportunidade para bandidos, para canalhas. E dessa vez, foi um pastor, que eu não vou nem citar o nome dele. É um pastor, que não é um pastor. Aquele é um lobo vestido de ovelha, aquele é o filho do satanás, aquele é o cão em pintura, pois uma emenda tão importante de 120 mil conseguiu unir o líder do prefeito, o prefeito, o secretário e o vereador de oposição por bem da comunidade, e vem um satanás de um pastor dizer de onde é que o Neném arruma tanto dinheiro. É um animal, é um louco porque não sabia de onde é que o parlamentar arruma dinheiro de emendas e ele botou no grupo de WhatsApp dizendo que deve ser roubado. Só se foi roubado da mãe dele, porque esse cara é louco e é um pastor, aliás, um filho do satanás que mora lá na nossa comunidade.”

O vereador sustentou que a emenda foi destinada de forma regular e que os recursos são provenientes do orçamento impositivo ao qual parlamentares têm direito. Segundo ele, a aplicação do valor contou com apoio de integrantes da base e da oposição, com o objetivo de atender demandas da comunidade.

Até o momento, o pastor citado não havia se manifestado publicamente sobre as declarações.

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