Ícone do site ContilNet Notícias

Acre registrou mais de 500 casos de tuberculose em 2025, aponta MS

Por Anne Nascimento, ContilNet

Design Sem Nome (1)

Do total de registros no estado, a grande maioria - 443 casos, o equivalente a 88,2% - é da forma pulmonar. — Foto: Reprodução/Canva

Com 502 casos registrados em 2025 e uma taxa de 56,8 ocorrências por 100 mil habitantes, o Acre aparece entre os estados com maior incidência de tuberculose no Brasil em 2025. Os dados, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que o índice local está bem acima da média nacional, que ficou em 39,5 casos por 100 mil habitantes.

Do total de registros no estado, a grande maioria – 443 casos, o equivalente a 88,2% – é da forma pulmonar, considerada a mais transmissível. O perfil dos pacientes também segue a tendência nacional: 63,3% dos casos foram identificados em homens, contra 36,7% em mulheres.

Diagnóstico e coinfecção mostram avanços

O Acre também apresenta indicadores positivos na testagem para HIV entre pacientes com tuberculose. Em 2025, 95,8% dos casos novos foram testados, o que representa 481 pessoas. Entre eles, 5,4% (27 pacientes) apresentaram coinfecção TB-HIV.

LEIA TAMBÉM: Sena Madureira em alerta: 12 pacientes estão em tratamento contra tuberculose

Desses casos, 74,1% estavam em tratamento com terapia antirretroviral (TARV), um dado considerado importante para reduzir complicações e mortes. Outro dado relevante é o baixo número de diagnósticos realizados apenas após o óbito: foram dois casos, o que corresponde a 0,3% do total.

Em relação ao tratamento, o estado apresenta desempenho acima da média nacional em alguns indicadores. A taxa de cura entre casos novos chegou a 81,5%, subindo para 81,8% nos casos pulmonares e 83,2% quando há confirmação laboratorial.

O tratamento diretamente observado (TDO), estratégia considerada essencial para garantir adesão, foi aplicado em 43,3% dos casos. Por outro lado, o abandono do tratamento ainda é um ponto de atenção. Entre os casos novos, 9,6% interromperam o acompanhamento, índice que sobe para 10,3% nos casos pulmonares.

 

Sair da versão mobile