Acre segue em alerta para aumento de casos de SRAG, diz Fiocruz

Além do Acre, outros 13 estados também apresentam níveis de alerta

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 16/04/2026

Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (16), alerta para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em níveis de alerta, risco ou alto risco, no Acre.

Além do Acre, outros 13 estados também apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco até a semana epidemiológica 14.

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O aumento de casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) também tem alerta no Acre, assim como a influenza A. Os casos de SRAG associado ao rinovírus apresentam sinal de interrupção do crescimento ou queda no Acre.

Acre está entre os estados com sinal de alerta para casos de SRAG

Acre está entre os estados com sinal de alerta para casos de SRAG/Foto: Fiocruz

Entre as capitais, Rio Branco é uma das 14 que apresentam aumento de casos de SRAG, com nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

O levantamento é referente à Semana Epidemiológica (SE 14), período de 5 a 11 de abril. O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias na identificação de casos prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Dados epidemiológicos

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 37.244 casos, sendo 15.816 (42,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 14.723 (39,5%) negativos e ao menos 3.990 (10,7%) aguardando resultado. Entre os casos positivos do ano corrente, os pesquisadores do Boletim InfoGripe verificaram que 41,1% foram de rinovírus 25,5% de influenza A; 17,4% de VSR; 10,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19); e 1,7% de influenza B.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 33% para rinovírus; 32,2% para influenza A; 26,3% para VSR; 5,5% para Sars-CoV-2 (Covid-19); e 2,4% para influenza B. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 40,8% para influenza A; 26,9% para rinovírus; 23,3% para Sars-CoV-2 (Covid-19); 5,3% para VSR; e 4,1% para influenza B.

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