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Acre teve mais de 1,4 mil vítimas de violência sexual infantil em dois anos

Por Matheus Mello, ContilNet

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Dados são da Polícia Civil do Acre/Foto: Ilustrativa

Um levantamento divulgado pela Polícia Civil do Acre (PCAC) acendeu alerta sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes no estado. Segundo relatório elaborado pelo Departamento de Inteligência, o Acre registrou mais de 1,4 mil vítimas de crimes sexuais envolvendo menores de idade entre 2024 e 2025, considerando casos de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.

Os dados foram produzidos pela Coordenação de Estatística e Análise de Dados (COEAD) e incluem ainda números parciais de 2026, contabilizados até 31 de março.

De acordo com o estudo, o crime com maior incidência no estado foi o de estupro de vulnerável, que atingiu 759 vítimas em 2024 e 652 em 2025. Nos três primeiros meses de 2026, já foram registrados 123 casos.

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Nos registros de estupro, os números passaram de 125 vítimas em 2024 para 75 em 2025. Em 2026, entre janeiro e março, foram contabilizadas 27 ocorrências.

Já os casos de importunação sexual somaram 92 registros em 2024, 100 em 2025 e 13 neste início de 2026.

Adolescentes e meninas são maioria entre vítimas

O relatório aponta maior incidência entre vítimas adolescentes, especialmente do sexo feminino, cenário que reforça a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento e responsabilização dos autores.

O estudo também detalha a distribuição dos casos por municípios, capital e interior, regionais da Polícia Civil, além de informações sobre faixa etária, identificação étnico-racial, dias da semana e horários com maior número de ocorrências.

Polícia Civil diz que dados orientam ações

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, o levantamento é uma ferramenta estratégica para direcionar o trabalho da instituição.

“Esse trabalho técnico nos permite compreender melhor a dinâmica desses crimes e direcionar esforços de investigação, prevenção e repressão de maneira mais eficiente. A proteção de crianças e adolescentes é prioridade absoluta da Polícia Civil”, afirmou.

Buzolin acrescentou que o cruzamento de dados ajuda a identificar padrões, áreas mais vulneráveis e perfis de risco, fortalecendo ações integradas de enfrentamento à violência sexual no estado.

Denúncias

Casos suspeitos ou confirmados de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados por meio do Disque 100, Conselho Tutelar ou delegacias especializadas. O sigilo é garantido.

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