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Além de Alysson, saiba quais os outros vices que viraram prefeitos

Por Matheus Mello, ContilNet

Novos prefeitos de Acrelândia e Epitaciolândia/Foto: Reprodução

Com o fim da janela partidária no início deste mês, mudanças no comando de prefeituras do Acre marcaram o cenário político estadual. Prefeitos deixaram os cargos para disputar as eleições deste ano e abriram espaço para que os vice-prefeitos assumissem definitivamente as gestões municipais.

Na capital acreana, o vice-prefeito Alysson Bestene passou a comandar a Prefeitura de Rio Branco após a saída de Tião Bocalom, que deixou o cargo para concorrer ao Governo do Estado.

Alysson Bestene assume vice-presidência da Amac

Alysson Bestene também assumiu vice-presidência da Amac/Foto: ContilNet

Mas as trocas de comando também ocorreram no interior.

Epitaciolândia

Em Epitaciolândia, o vice-prefeito Sérgio Mesquita assumiu a prefeitura após a saída de Sérgio Lopes, que deixou a gestão depois de cinco anos e três meses no comando do município.

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Durante a cerimônia de transmissão de cargo, Sérgio Lopes apresentou um balanço das ações realizadas desde 2021. Segundo ele, ao assumir a administração, a cidade enfrentava dificuldades estruturais, problemas de infraestrutura, alto endividamento e baixos índices em áreas consideradas essenciais.

Além de Alysson, saiba quais os outros vices que viraram prefeitos

Cerimônia marcou a transmissão de cargo/Foto: Eldson Júnior

“Todos sabem as condições do município quando assumimos: problemas na infraestrutura, dívida elevada e índices baixos em áreas essenciais. Ao longo da gestão, conseguimos melhorar esses indicadores e avançar em vários setores”, afirmou o ex-prefeito.

Sérgio Mesquita ficará à frente da prefeitura no período de 2 de abril de 2026 até 31 de dezembro de 2028.

A expectativa é que Sérgio Lopes dispute uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano.

Acrelândia

Em Acrelândia, o prefeito Olavinho Boiadeiro também deixou o cargo após cinco anos e três meses de mandato. Ele renunciou à chefia do Executivo municipal para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre.

Com a saída, o vice-prefeito Graia Caetano assumiu a administração municipal. Graia é irmão do secretário municipal de Agricultura de Rio Branco, Eracides Caetano.

Além de Alysson, saiba quais os outros vices que viraram prefeitos

Olavinho passou a faixa para Graia durante cerimônia nas últimas semanas/Foto: Reprodução

As mudanças nas prefeituras acreanas ocorrem em meio à movimentação política para as eleições de 2026. A saída de prefeitos para disputar novos cargos reforça a estratégia de lideranças locais em buscar espaço no cenário estadual e federal, enquanto os vices ganham protagonismo ao assumir as administrações até o fim dos mandatos.

Entenda por que vice-prefeitos assumiram prefeituras no Acre após saídas de gestores

As recentes mudanças no comando de prefeituras do Acre ocorreram por causa das regras da legislação eleitoral brasileira, que estabelece prazos para desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que desejam disputar as eleições.

Na prática, prefeitos que pretendem concorrer a outros cargos eletivos nas eleições deste ano, como governador, deputado estadual ou deputado federal, precisam deixar o cargo dentro do prazo legal determinado pela Justiça Eleitoral. Ao renunciarem ou se licenciarem da função, o vice-prefeito assume automaticamente a chefia do Executivo municipal e passa a comandar a prefeitura até o fim do mandato ou até novo afastamento.

O que diz a lei

A exigência está prevista na Lei Complementar nº 64/1990, conhecida como Lei das Inelegibilidades. A norma determina que chefes do Poder Executivo, como prefeitos, governadores e presidente da República, devem se afastar dos cargos até seis meses antes da eleição caso desejem disputar outro cargo.

O objetivo da regra é garantir equilíbrio na disputa eleitoral, evitando que candidatos utilizem a estrutura administrativa, a visibilidade do cargo ou recursos públicos para obter vantagem durante a campanha.

Esse tipo de movimentação é comum em anos de eleição, especialmente quando prefeitos bem avaliados tentam ampliar espaço político buscando vagas no governo estadual, assembleias legislativas, Câmara dos Deputados ou Senado.

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