A mudança no comando do Podemos no Acre segue provocando reações no meio político. Durante a sessão da Câmara Municipal de Rio Branco, nesta terça-feira (7), o vereador João Paulo anunciou sua saída do partido, classificou o processo como uma “tapetada” e confirmou filiação ao Progressistas (PP), a convite da governadora Mailza Assis.
Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada após uma articulação nacional que alterou os rumos da sigla no estado. “O Podemos é um partido que tenho carinho, respeito muito a presidente nacional Renata Abreu. Mas, infelizmente, tem decisões em nível nacional que não temos como intervir”, afirmou em entrevista ao ContilNet.
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João Paulo disse que o grupo local foi pego de surpresa. “Nós estávamos com chapa de estadual e federal fechada, mas houve uma articulação e o Podemos migrou para um outro grupo político no qual não temos história construída. A gente respeita, faz parte da democracia, mas fomos surpreendidos”, declarou.
O vereador confirmou que recebeu convite de outras siglas, mas optou pelo PP. “Fui convidado pela governadora Mailza para compor o Progressistas. Também recebi convite do PDT, mas escolhi o PP. Agora venho para somar dentro dessa construção política”, disse.
Apesar da mudança partidária, João Paulo afirmou que permanece na base de apoio ao prefeito Alysson Bestene na Câmara. Como teve liberação para deixar o Podemos, ele não corre risco de perder o mandato.
Podemos no Acre
A reconfiguração do partido no Acre ocorre após o Podemos passar a ser liderado no estado pelo ex-governador Jorge Viana, ex-presidente da ApexBrasil e pré-candidato ao Senado. A articulação foi conduzida em Brasília, com apoio da direção nacional da sigla.
Nos últimos meses, o partido já vinha enfrentando um processo de esvaziamento. Entre as mudanças, o ex-deputado estadual Ney Amorim deixou a legenda e se filiou ao MDB, enquanto o comando estadual também passou por diferentes mãos, incluindo Madson Camelí.
Com a nova configuração, a tendência é de que o cenário político local siga em movimento, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
