As autoridades do México revelaram, nesta terça-feira (21), detalhes sombrios sobre o ataque armado ocorrido no sítio arqueológico de Teotihuacán na última segunda-feira. Segundo o procurador-geral José Luis Cervantes Martínez, o homem responsável por matar uma turista canadense e ferir outras 13 pessoas planejou a ação com dias de antecedência.
As investigações apontam que o agressor não agiu por impulso. Ele teria se hospedado nas proximidades e visitado a zona arqueológica diversas vezes para estudar a movimentação e escolher o melhor momento para a execução. “A ação não foi espontânea. Ele planejou e executou sua ação de forma solitária”, afirmou Martínez, descartando a participação de grupos criminosos ou cúmplices.

Turistas tentaram se abrigar nas estruturas das pirâmides durante os mais de 30 disparos relatados/ Foto: Reprodução
Pânico no topo das pirâmides
Relatos de testemunhas descrevem cenas de horror no complexo que é Patrimônio Mundial da Unesco. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o atirador posicionado em uma das pirâmides enquanto disparava contra a multidão. Uma guia turística, que preferiu não se identificar, relatou à Associated Press ter ouvido cerca de 30 disparos por volta das 11h30 da manhã.
“Quando ele viu que estávamos descendo, começou a atirar em nossa direção. Os tiros eram para o ar e contra nós”, contou a guia. No desespero para fugir dos projéteis, muitos turistas acabaram tropeçando e caindo das íngremes escadarias das pirâmides, o que contribuiu para o número de feridos.
Segurança e a Copa do Mundo
O autor dos disparos tirou a própria vida logo após o ataque. A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, informou que o gabinete de segurança segue investigando as motivações do crime.
Este é o primeiro registro de um ataque armado desse tipo em sítios arqueológicos mexicanos em décadas. O episódio gera preocupação especial devido à proximidade da Copa do Mundo de 2026, que terá sua abertura no México em 11 de junho. O complexo de Teotihuacán, que recebe milhões de visitantes anualmente, esperava um recorde de público para os próximos meses.
Os feridos continuam recebendo atendimento médico, e o Ministério das Relações Exteriores do Canadá já está em contato com as famílias das vítimas canadenses envolvidas na tragédia.