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Bittar abre o jogo sobre suposta crise com Mailza e diz estar em “período sabático”

Por Everton Damasceno, ContilNet

Marcio Bittar e Mailza/Foto: Reprodução

Em entrevista exclusiva ao ContilNet, o senador Marcio Bittar (PL) comentou as especulações que circulam nos bastidores da política acreana sobre um possível rompimento com a base da governadora Mailza Assis (União Progressistas).

Marcio, Mailza e o ex-governador Gladson Camelí firmaram uma parceria em março deste ano com foco nas eleições de 2026, consolidando uma aliança entre União Progressistas e PL. Recentemente, surgiram rumores de que a relação entre o senador e a governadora teria se desgastado — e até chegado ao fim — em razão da formação de chapas proporcionais, o que teria prejudicado o partido de Bittar.

Aliados do senador chegaram a afirmar que ele estaria prestes a integrar a base de apoio à pré-candidatura de Alan Rick ao Governo, especialmente após os dois aparecerem juntos em uma foto com Flávio Bolsonaro, em Brasília.

Senador Márcio Bittar

Senador Márcio Bittar/Foto: Juan Diaz, ContilNet

Mailza, até o momento, não se manifestou sobre o assunto.

Apesar de negar qualquer clima de tensão com a governadora e afirmar que as especulações não passam de boatos, Bittar disse que está vivendo um “período sabático”.

“Você já ouviu falar em ‘período sabático’? Tá respondido, né? Não tem conversa com ninguém, tudo é fofoca. Tô concentrado na agenda do PL”, pontuou.

Bittar afirmou ainda que este é um momento de introspecção.

“Então, assim, é isso: cuidar do PL. Não tem conversa com ninguém, nem tô tendo e tal. Temos muito tempo, tá? Período sabático. É a hora que cada um tem que se preocupar mais consigo mesmo”, destacou.

“Desde o final da semana das convenções, é hora de cada um olhar para dentro de si. É o que eu acho, é o que eu tô fazendo. Fora disso, tudo é especulação, tá? Vou fazer 63 anos em junho. A gente tem que aprender alguma coisa. Tem hora que é para falar e tem hora que é para ficar calado, analisar e esperar a poeira baixar”, acrescentou.

O senador também utilizou uma metáfora para comentar a situação envolvendo seu nome e o da governadora:

“Quando você tem uma cerração, quando acontece alguma coisa e a poeira levanta, você tem que deixar baixar para poder ver direito o horizonte. Qualquer coisa que você decida com o sangue quente ou com a poeira que tá te encobrindo a visão, você não consegue enxergar o horizonte. O que que você tem que fazer? Ficar calado, deixar o tempo passar, deixar a poeira assentar e aí você vê o horizonte”.

Por fim, ao ser novamente questionado sobre a existência de algum atrito entre os dois, Bittar foi enfático:

“Só aconteceram coisas nas filiações. Enfim, deixa passar o tempo. O tempo mostra com muita clareza o horizonte. E eu quero esperar isso”.

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Nikolas Ferreira vem ao Acre no próximo mês; confira a data

O deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL), deve vir ao Acre no próximo mês, a convite de Marcio Bittar (PL). A informação foi dada pelo próprio senador em entrevista ao ContilNet, nesta quarta-feira (22).

Nikolas deve chegar ao estado no próximo dia 18 de maio e permanecer até o dia 20. Nesse período, o deputado vai percorrer alguns municípios do estado, com o objetivo de “conhecer a realidade da Amazônia”, de acordo com Bittar.

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Nikolas Ferreira é deputado federal por MG/Foto: Reprodução

O senador deu detalhes da agenda que será cumprida pelo deputado no Acre.

“O Nikolas [Ferreira] deve ir ao Acre, está marcado de ele ir ao Acre nos dias 18, 19 e 20 do mês que vem. O objetivo não é fazer eventos políticos nos grandes centros. O objetivo é mostrar para ele a verdadeira Amazônia. A Amazônia dos seres humanos, dos indígenas que passam fome, que reviram lixões em Marechal Thaumaturgo, latas de lixo em Feijó e Tarauacá. Essa é a Amazônia verdadeira”, pontuou.

“Então eu quero levá-lo na BR-364, entre Feijó e Tarauacá, para ele conhecer as dificuldades de infraestrutura que nós temos. Quero levá-lo a uma reserva extrativista, quero levá-lo a um projeto de assentamento. Então é uma agenda custosa, que precisa ser muito bem planejada”, finalizou o senador.

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