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Brasil e EUA firmam acordo para combater crime organizado

Por Redação ContilNet

Lula E Trump

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, em encontro na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR

As relações diplomáticas entre as duas maiores potências das Américas avançam para uma cooperação técnica sem precedentes na segurança. Nesta sexta-feira (10/4), o governo brasileiro anunciou a formalização de um acordo com os Estados Unidos para o combate sistemático ao tráfico internacional de armas e drogas.

A iniciativa, batizada de MIT (Mutual Interdiction Team), permite que a Receita Federal e a agência de fronteiras norte-americana compartilhem dados de inteligência em tempo real. O foco principal é o rastreamento de cargas suspeitas que partem dos portos dos EUA, utilizando tecnologia de raio-X para interceptar ilícitos antes mesmo da chegada ao destino final.

De acordo com a rádio CBN, o acordo foi destravado após o diálogo direto entre o presidente Lula e Donald Trump, estabelecendo um protocolo de comunicação que as autoridades consideram um “salto tecnológico” na fiscalização aduaneira.

Sistema “desarma” e o avanço das apreensões

A nova estrutura de inteligência entre Brasil-EUA foca na desarticulação das quadrilhas na origem do envio:

Detalhes do acordo: parceria Brasil-EUA (abril 2026)

Confira os pilares da nova estratégia de segurança transnacional:

Pilar da Parceria Detalhe Estratégico
Nome da Operação MIT (Mutual Interdiction Team)
Tecnologia Chave Rastreio por Raio-X em tempo real
Foco em Armas Intercepção de peças enviadas da Flórida
Sistema de Notificação Software “Desarma” para retroalimentação
Próximo Passo Viagem de Dario Durigan a Washington na próxima semana
Lideranças Articulação direta entre os presidentes Lula e Trump

A medida traz ações concretas para o controle das fronteiras e a diminuição da circulação de armas de fogo, que somaram meia tonelada em peças apreendidas nos últimos doze meses. Segundo o levantamento da CBN, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, viajará para os Estados Unidos na próxima semana para detalhar a ampliação dessa parceria.

Para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o acesso à inteligência norte-americana acrescenta uma camada crucial de defesa contra o crime organizado, permitindo que o Brasil deixe de ser apenas um ponto de recepção de ilícitos para se tornar um parceiro ativo na punição dos articuladores internacionais do tráfico na era Brasil-EUA de 2026.

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