O Brasil consolidou sua tendência de predominância feminina, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2025 (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (17). O levantamento aponta que o país possui, atualmente, cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens.
Em termos proporcionais, a média nacional é de 95 homens para cada 100 mulheres. Esse distanciamento entre os gêneros não é uniforme e revela as dinâmicas econômicas e sociais de cada região do território brasileiro.
Geografia do Gênero
A pesquisa mostra que o perfil demográfico muda drasticamente dependendo da atividade econômica predominante:
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Áreas Urbanas: Estados como Rio de Janeiro e São Paulo apresentam a maior concentração feminina, reflexo da oferta de serviços e urbanização.
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Áreas de Agronegócio: Em regiões onde a economia é impulsionada pelo campo e pela expansão da fronteira agrícola, há uma maior concentração de homens.
O Fator Longevidade
O desequilíbrio populacional torna-se ainda mais evidente quando analisada a faixa etária. Como as mulheres possuem uma expectativa de vida superior à dos homens, a diferença dispara na terceira idade.
No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, entre a população com mais de 60 anos, existem apenas 70 homens para cada 100 mulheres. Em São Paulo, na mesma faixa etária, a proporção é de 76 homens para cada 100 mulheres. Esse fenômeno, chamado pelos demógrafos de “feminização do envelhecimento”, impõe novos desafios para as políticas públicas de saúde e assistência social no país.

