A nova sede da Câmara Municipal de Rio Branco foi inaugurada no último dia 30 de março, mas ainda não está em uso, e isso tem um preço. Se a mudança tivesse sido feita logo após a entrega do prédio, o Legislativo já poderia ter economizado cerca de R$ 120 mil apenas com aluguel nos últimos meses, considerando o custo médio mensal de R$ 40 mil com o imóvel atual.
A situação levanta um questionamento: por que inaugurar um prédio que ainda não será utilizado de imediato? Segundo o presidente da Câmara, Joabe Lira, a explicação está na fase atual do processo.
“Foi entregue apenas a parte estrutural do prĂ©dio. Agora estamos na fase interna, comprando mobiliário, multimĂdia, equipamentos de informática”, afirmou.
Estrutura pronta, uso ainda distante
A nova sede possui aproximadamente 2,7 mil metros quadrados e investimento de R$ 27 milhões. O funcionamento efetivo deve ocorrer apenas no segundo semestre.

Joabe Lira é presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco. — Foto: Juan Diaz/ContilNet
“Estamos ajustando internamente para que possamos, no segundo semestre, definitivamente passar para a nova sede”, disse o presidente. Enquanto isso, a Câmara segue operando em um prédio alugado, justamente o custo que deixará de existir após a mudança.
“Após irmos para lá, nós vamos deixar de pagar aluguel aqui”, reforçou.
Economia de um lado, novos gastos de outro
A economia prevista com o fim do aluguel, no entanto, ocorre paralelamente a novas despesas autorizadas pela prĂłpria Câmara. Um ato do Ăşltimo dia 6 de abril permite que vereadores aluguem gabinetes externos por atĂ© R$ 2.500 mensais cada, o que pode chegar a R$ 52,5 mil por mĂŞs, caso todos utilizem o benefĂcio.
AlĂ©m disso, há previsĂŁo de gastos com veĂculos e combustĂvel, ampliando o custo da estrutura parlamentar.

Nova sede foi inaugurada no final de março. — Foto: Juan Vicent Diaz/ContilNet
A justificativa da gestão é que a mudança exige preparação interna para garantir funcionamento adequado no novo espaço. Ainda assim, o intervalo entre a inauguração e o uso efetivo do prédio chama atenção, principalmente diante dos custos que seguem sendo pagos.
“Nós vamos ter uma economia de média de R$ 40 mil mensal, mas lá também vamos ampliar os gastos, porque é uma estrutura maior”, ponderou Joabe.

