Cinco meses depois da queda do Banco Master, o caso segue longe de um desfecho, e cada novo capítulo amplia o tamanho do escândalo. Desde a liquidação determinada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, a investigação já passou por quatro fases da Polícia Federal, com prisões, apreensões milionárias e até uma morte cercada de mistério.
Nos últimos dias, o episódio ganhou novo fôlego com a prisão de Paulo Henrique Costa, apontado como peça-chave em negociações suspeitas envolvendo o banco e o Banco de Brasília. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, em meio a apurações sobre suposto pagamento de propina em transações milionárias.
A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no mesmo dia da intervenção e revelou um esquema que, segundo investigadores, envolvia a criação de títulos fraudulentos e a circulação de dinheiro fora dos controles oficiais. Ao longo das fases seguintes, o cerco se ampliou e passou a atingir familiares e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do caso.
O momento mais crítico veio na terceira fase, em março, quando Vorcaro foi preso e um dos investigados, conhecido como “Sicário”, morreu após um episódio ainda apurado pela polícia. A morte elevou a tensão em torno da investigação, que também mira possíveis estruturas paralelas usadas para intimidar desafetos.
Além das ações da PF, o caso também avança na esfera administrativa. A Controladoria-Geral da União conduz processos disciplinares contra ex-diretores do Banco Central suspeitos de favorecer interesses do grupo investigado. Paralelamente, uma comissão interna do próprio BC analisa as circunstâncias que levaram à liquidação do conglomerado.
Com informações do Metrópoles

